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terça-feira, 26 de julho de 2011

PALHAÇOS E PIERROTS




Quem deseja criar um Portfólio de maquiagem artística deve se lembrar destes personagens mágicos que seduzem e encantam crianças e adultos.

PRODUTOS PARA A CARACTERIZAÇÃO:
Faço as caracterizações de palhaços e Pierrots com maquiagens: AQUARELA, ACQUACREME, PÓS DE PÉROLA E GLITTERS do MAKE-UP ATELIER PARIS.






BREVE HISTÓRICO

Amados, admirados, algumas vezes temidos, os palhaços surgiram na Antiguidade... A partir do século XVI, o personagem do palhaço começou a se popularizar através da Commedia 
dell´Arte e dos personagens Arlequim e Pierrot. O Pierrot ingênuo e sonhador que conhecemos surgiu apenas no século XIX.

 Na Commedia dell´Arte ele se chamava, inicialmente Pedrolino e  aparecia como um empregado ingênuo mas honesto. Era um personagem com rica personalidade, guloso, brincalhão, bufão, forte e engraçado, bem distante do Pierrot lunar que conhecemos atualmente. Seu grande defeito era provavelmente a distração, que provocava a maior parte dos quiproquós da Commedia dell´Arte.

Os Pierrots se produziam com diversos nomes: Bertoldo, Bertolino, ‘Pagliaccio’, o ‘Paillasse’ francês.

PALHAÇOS BRANCOS

O palhaço que conhecemos atualmente é, sem dúvida, uma criatura do circo moderno, que foi criada na segunda metade do século XVIII. Estes primeiros palhaços são descendentes dos mímicos gregos, dos trovadores medievais e dos grupos de teatro da Commedia dell´Arte e foram sendo introduzidos nos circos para relaxar a plateia, entre dois números arriscados.
Os primeiros espetáculos dos palhaços eram acrobacias feitas em cavalos que inevitavelmente faziam os palhaços cair no chão.  É interessante assinalar que, apesar de terem aparecido como personagens intermediários, os palhaços roubaram a cena e passaram a ser os personagens centrais do espetáculo.  Durante o século XIX, a presença dos palhaços sofreu uma transformação progressiva: o palhaço acrobata tornou-se o palhaço falante. “O palhaço, até então solitário, procurou um ou mais parceiros para criar um novo tipo de equipe cômica” (Alfred Simon). Os espetáculos tornaram-se, assim, verdadeiras histórias cômicas, os palhaços passaram a trabalhar juntos (em duplas ou trios).



DOIS TIPOS

Existem dois tipos de palhaços brancos. A dupla de palhaços BRANCO-AUGUSTO se estruturou em um duo cômico que influenciou totalmente o mundo do espetáculo contemporâneo. A elegância do palhaço branco com sua roupa brilhante, composta por lantejoulas contrasta com a roupa inacabada e sem harmonia de Augusto.
Este duo representará a perpétua oposição entre a autoridade e a rebelião, a ordem e o caos, o adulto e a criança, o patrão e o empregado, a inteligência e a burrice, a mente e o corpo. Augusto destrói todos os projetos do palhaço branco, ele desobedece à autoridade.
Segundo Alexandre Cartianu, o palhaço branco ‘representa o adulto em todas as suas virtudes em relação à criança: sua elegância, seriedade, racionalidade e lógica, dão a este personagem um tom superior e intelectual. O palhaço ou clown Branco é, potencialmente, um virtuose, excêntrico, e pode se utilizar do orgulho e malícia para provar ao público sua superioridade em relação ao outro, infantil.

 O palhaço Augusto, ou Vermelho - tradicionalmente caracterizado pelo nariz vermelho - representa a criança, em sua pureza, ingenuidade e simplicidade. Seu raciocínio pode ser caótico, mas o leva, sempre, a soluções criativas e inesperadas. Sua fantasia e imaginação são quase que reais, e em sua inocência, muitas vezes ele é mal orientado ou desafiado pelo clown Branco. A criança, todavia, é o herói do Circo, e mesmo que contra ela atuem a falta de experiência, de conhecimento, a distração e a confusão, ela triunfa na moral dos palhaços. Em outras palavras, é o Augusto que conquista os aplausos do público, por seu carisma, pureza, alegria, criatividade e espontaneidade, características próprias das crianças’.




AU COMMENCEMENT ÉTAIT LE CLOWN.
Le voyage du clown entre Art, Gestalt et Thérapie.







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