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sábado, 20 de agosto de 2011

Fairy Tale



Durante um ensaio duplo, depois das primeiras fotos feitas em externas e enquanto eu fazia a segunda make da Carol, desejei testar uma sainha (estilo tutu de bailarina) que havia comprado no Canadá e com a qual nunca havíamos fotografado antes. Como a Priscilla tinha vindo para o ensaio com uma blusa turquesa, que combinava com o tutu, resolvi fazer algumas fotos dela com a sainha... Com a segunda make inacabada, só com uma cor ainda e com os cílios, o Jean fez rapidamente estas fotos da Priscilla, inicialmente alí na esquina da Francisco Sales, e, posteriormente algumas aqui dentro do studio, com o famoso sofá em forma de tamanco.


Ah, quase que me esqueço de mencionar o gatinho da Alice que eu mandei fazer em São Paulo, por uma artesã que vende seus produtos no mercado livre e que ficou super charmoso nesse tom de azul.


Depois de editadas com as cores que eu gosto, as fotos ficaram tão diferentes que as nomeei de: Fairy Tale. Confira tudinho imediatamente:














domingo, 7 de agosto de 2011

MAKE TONS NEUTROS E MAKE AZUL-LILÁS

Nayara tem os cabelos pretos azulados e os olhos castanhos escuros. Com o flash, em algumas fotos, os olhos ficaram castanhos dourados. Sua pele é muito clara, com um fundo também frio, azulado.
A primeira make, com tons neutros, mais clássica, foi elaborada para a produção retrô, inspirada nas melindrosas.
Como Nayara quis uma produção de nobre, e eu também estava precisando de uma rainha comendo o biscoito “Boudoir” (biscoito champagne), para ilustrar o artigo do meu blog sobre MAQUIAGEM DE BOUDOIR, resolvemos criar a segunda maquiagem do ensaio onde preponderassem os tons de rosa e vermelho, visto que a roupa seria vermelha, uma cor maravilhosa para contrastar com a pele branquíssima e os cabelos negros da cliente. Um pouco de pérola pura foi adicionada às pálpebras móveis e o blush altamente intensificado (como era costume de se fazer nas makes do período barroco).

A terceira produção, para fotos em estúdio, teve a produção de uma maquiagem com cores mais exuberantes: azul, lilás, rosa, assim como houve a retirada do blush acentuado; a adição de um blush em tons de rosa frio e um gloss rosa-lilás claríssimo.

Os produtos utilizados foram todos do ATELIER DE PARIS.



-Demaquiante e Primer do ATELIER.
-Base 2A e 3A do ATELIER DE PARIS (3A no exterior do rosto e 2A no centro deste). Esta base é maravilhosa, este tom simplesmente confere saúde à tez. Está desanimada e não aguenta mais o frio e o inverno? Quer ter uma carinha de saúde que só o verão traz? Experimente essa base ABRICOT (possui várias numerações, de acordo com cada tom).
-Pós finos para fixação Abricot e Neutra.
-Lápis de olhos: cinza e preto do ATELIER.
-Blush Crème : Brun Rose ATELIER.


-Paletas de 5 cores: Black and White Atelier; Tons chauds; Tons naturels.
-Gloss: Brillants à lèvres liquides ATELIER.
-Pérola Pura Blanc-or, Azul PP09 e Rose Bleuté.
-Starlight SL14.



Confira abaixo o resultado de cada produção:


PRODUÇÃO RETRÔ







PRODUÇÃO RAINHA (demais fotos desta produção no post MAQUIAGEM DE BOUDOIR)




PRODUÇÃO MAQUIAGEM AZUL - fotos em estúdio.





sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MAQUIAGEM DE BOUDOIR

Conhecer um pouco de história e dos costumes da época é essencial para quem deseja desenvolver uma caracterização / produção de época.

Para realizar os ensaios de rainhas francesas do LE GRAIN, pesquisei um pouco em meus livros e em sites franceses e fiz uma pequena síntese, que vocês podem ler abaixo, do que mais me chamou a atenção.


ESTÉTICA BARROCA

Com o início do período barroco, nasceu uma nova estética nas artes e na filosofia. A corrente do preciosismo exaltava a inteligência do espírito e o refinamento do corpo. A palavra ‘maquiagem’ nasceu nesta época, mas com um sentido pejorativo: maquiar era maquiar as cartas, enganar.
A maquiagem na corte de Versalhes era extremamente importante. Nas cortes dos reis Luís XIV e de Luís XV, o ideal da beleza ligava-se a tudo o que era artificial. O rosto, o corpo, a linguagem, as emoções, tudo passou a ser ‘maquiado’... As carnes flácidas eram presas por espartilhos e tecidos pesados... Os lábios eram maquiados com vermelho vivo e as bochechas com o cor de rosa ou com o vermelho. As falsas pintas (les mouches) feitas de tecidos eram recortadas em diversos formatos e, segundo o lugar onde eram colocadas, significavam algo. Tanto homens quanto mulheres se maquiavam. Para esconder a falta de higiene, as pessoas usavam perfumes com notas de flores e almíscar. Os dentes eram escovados com pó de coral, extremamente abrasivo, com pó de ostras ou com vinho branco...


 Versalhes tornou-se um palco onde marionetes arrogantes se contemplavam no espelho...


AS CORES DA MAKE DA NOBREZA

O branco e o vermelho eram as cores predominantes. O vermelho era visto como o tom capaz de esconder a velhice e a evocar a sensualidade.  Ele passou a ser usado em todo lugar, inclusive na bochecha dos mortos.  Além do vermelho, o azul era usado para marcar as veias da testa, das têmporas e da garganta, a fim de evocar o sangue azul da aristocracia.
 Através do branco de óxido de chumbo, as mulheres obtinham a tão idealizada tez branca. A maior parte dos produtos utilizados naquele tempo, apesar de serem extremamente caros eram altamente nocivos visto que tinham como elemento de base o chumbo ou o arsênico. Lembremo-nos também que as mulheres comiam tabletes de arsênico para se tornarem anêmicas e manterem a pele pálida.

NAIARA FOTOGRAFADA NO STUDIO LE GRAIN - MAKE UP: KRIS XIVA

A cor branca era a cor predileta da pele, pois uma pele lívida provocava o efeito de ‘estátua’, e, lembrança da Idade Média, evocava a virgindade. A pele extremamente translúcida criava a ilusão de pureza, sugeria um rosto e, por extensão, um indivíduo isento de qualquer mancha ou cicatriz.  Estar extremamente maquiado significava também estar com a pele homogeneizada, pois os produtos dissimulavam as dermatoses, as rosáceas, as vermelhidões... Para evitar o bronzeamento, as preciosas usavam uma máscara que seguravam pelos dentes, o que as proibia  de conversar.  Fitelieu escreveu, em 1642, que, para maquiar uma mulher elegante da época, era necessária uma boutique inteira!


Gradativamente, a partir de 1750, este ideal foi sendo transformado. Houve uma profunda revolução de idéias em todos os domínios do conhecimento. A psicologia nasceu, Rousseau e os Enciclopedistas denunciaram o excesso de artifícios e buscaram outros critérios de beleza, baseados nos sentimentos verdadeiros e na beleza natural. Esta mudança também aconteceu na corte com Marie Antoinette, loira platinada, que mantinha uma beleza menos afetada, mais próxima do ideal de Rousseau. 

YVANNA - fotografou seu BOOK DE 15 ANOS no STUDIO LE GRAIN - MAKE UP: KRIS XIVA

A rainha não era adepta dos excessos: usava tônicos extraídos de plantas; máscaras de beleza à base de medula de boi e cremes à base de ovos, intestinos de pombos, vegetais e água de chuva. Adepta de caminhadas e da alegria fundada na simplicidade, ela colocou fim à moda da pele pálida e transformou os critérios do ideal de beleza da época. As mulheres passaram a se maquiar menos e a mulher ideal deveria ter uma pele de porcelana e lábios suaves. Os cabelos, ainda cacheados e com pó, passaram a adotar um estilo mais despenteado. Os quadros de Fragonard representam esta beleza da mulher delicada que alegremente se diverte na natureza.




Extraits  de «  HISTOIRE DE LA BEAUTÉ - L'Express, le 24/07/2003 ».

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

COISAS DE BOUDOIR

AS PINTINHAS E OS LEQUES!



“TACHE AVANTAGEUSE” na linguagem preciosa, “la mouche” era uma pintinha artificial, feita de musseline, veludo ou tafetá, que as pessoas usavam nos séculos XVII e XVIII para realçar o tom branco da pele. Foi um dos principais acessórios da moda e da beleza do período barroco, a tal ponto que as mulheres da época chegavam a usar cerca de quinze pintinhas artificiais. Devemos ressaltar, entretanto, que elas não eram um acessório exclusivamente feminino, pois os homens também as usavam. As ‘mouches’ eram um instrumento de sedução. Havia um código, uma linguagem, um jogo sutil e uma infinidade de gradações de sentidos baseados nas formas, no número e no tamanho das pintinhas artificiais!

                        
AS FORMAS:
Elas eram principalmente redondas, mas também podiam ser alongadas (neste caso, recebiam a denominação de ‘assassinas’). Existiam também as pintinhas em forma de estrela, lua, meia lua, flor, animal.
As pintinhas eram guardadas em pequenas caixinhas especialmente feitas para tal: as caixinhas de pintinhas (les boîtes à mouches).

Caixinha de pintinha e caixinha de maquiagem vermelha para os lábios e as faces.

Dependendo do lugar onde a pintinha era colada, ela tinha um significado distinto, pois cada pintinha correspondia a uma significação diversa.

Confiram a lista de pintinhas:

Perto do olho: assassina.
Na lateral da boca: beijoqueira.
Acima dos lábios: coquete.
No nariz: atrevida.
Na testa: majestosa.
Na bochecha: galante.
Acima do lábio inferior: discreta.
Em cima de uma espinha: contrabandista.
Na dobra que forma o sorriso: brincalhona.
No queixo: discreta.
No seio: generosa.



Assim como as pintinhas, o leque também era um acessório de significação complicada, uma verdadeira linguagem da sociedade da época.

LINGUAGEM DO LEQUE:


Segurar com a mão direita, em frente ao rosto: Siga-me!
Segurar com a mão esquerda, em frente ao rosto: Desejo um encontro!
Colocá-lo contra a orelha esquerda: Deixe-me em paz!
Passá-lo pela testa: Você está mudado!
Revirá-lo na mão esquerda: Estamos sendo vigiados!
Revirá-lo na mão direita: Amo outra pessoa.
Deslizá-lo na mão: Eu te odeio.
Deslizá-lo na bochecha e colocá-lo no queixo: Eu te amo.
Deslizá-lo frente dos olhos: Sinto muito.
Tocar a extremidade do dedo: Quero falar com você.
Colocá-lo imóvel na bochecha direita: Sim.
Colocá-lo imóvel na bochecha esquerda: Não.
Abrir e fechar: Você é cruel.
Deixá-lo dependurado: Seremos apenas bons amigos.
Usar o leque lentamente: Sou casada.
Usar o leque rapidamente: Sou noiva.
Colocar o leque sobre os lábios: Beije-me.
Deixar o leque aberto e imóvel: Espere por mim.
Colocá-lo atrás da cabeça: Não se esqueça de mim!



Extrait de"L'éventail à tous vents" (Louvre des Antiquaires, Paris 1989).

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

VERMELHO - ROUGE - RED - ROT - ROSSO


AMARANTO, CARMIM, PÚRPURA, RUBI, SANGUE, VERMELHO TICIANO, HIBISCO, MORANGO, PITANGA, VERMELHO ORIENTAL, VERMELHO VITORIANO...


O Vermelho é cor de referência em todas as civilizações.  O vermelho é a cor do sangue fresco e a cor do fogo que, segundo crenças da antiguidade, criou o mundo e o destruirá. Por ser o símbolo fundamental do princípio da vida, deu origem ao nome próprio ADÃO (do latim ADAMUS): feito de terra vermelha.
Símbolo da vida, do calor, da criação e da destruição, o vermelho vivo ou claro é a força vital, a riqueza, o amor e, em seu aspecto negativo, corresponde ao egoísmo, ao ódio e ao amor infernal.



Nos textos sagrados dos cristãos, egípcios, hebreus e árabes, esta cor está associada ao fogo e ao amor divinos. Simboliza a divindade e o culto. Cor dos generais, da nobreza, dos patrícios e dos imperadores de Roma, era também a cor do vestido de noiva até o fim do século XIX.


É uma cor particularmente ambígua: cor do: sangue, fogo, vida, ardor, coragem, dignidade, morte, cólera, violência, alarme, perigo, pecado, cor do inferno, de Lúcifer, do que é proibido, cor da hipocrisia, da traição, do malefício... Cor do vestido das prostitutas, da lanterna dos antigos prostíbulos, cor da sedução.



O vermelho contemporâneo retoma os antigos códigos (cor púrpura dos imperadores, casaco escarlate dos reis, chefes e líderes do exército, da igreja e da justiça). É ainda a cor do prestígio e do mérito (rosa vermelha da Legião de Honra, fita vermelha, tapete vermelho...) e aquela que representa sentimentos intensos, violentos, de amor, ódio e da sedução (rouge baiser, glamour, paixão)...





Continua ainda sendo a cor do povo, das lutas sociais, da revolução russa e chinesa, do comunismo (bandeira vermelha)...
Na antiguidade, por razões históricas por causa dos processos das técnicas tintoriais, era a cor mais estável de todas as cores e por isso, era considerada a mais bela.
O latim possuía várias palavras para designar ‘vermelho’, o que mostra o status privilegiado que esta cor ocupava na cultura Greco-romana, ao contrário da cor azul, que não possuía uma denominação precisa em latim.






 Le Dictionnaire des mots et expressions de couleur du XXe siècle. Le Rouge, Annie Mollard-Desfour, préface de Sonia Rykiel, CNRS ÉDITIONS, mai 2000, (CNRS Dictionnaires).



COMO UMA FLOR VERMELHA
Sophia de Mello Breyner Andresen


À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha...



PAPOULAS
Ana Mafalda Leite


"Estou opiada de ti
e percorres-me os nervos todos
com papoulas borboletas vermelhas


o meu corpo entrança-se de sonhos
e sente-se caminhando por dentro


aspiro-te
como se me faltasse o ar
e os perfumes dançam-me


qualquer coisa como uma droga bem forte
corpo e alma
rezam pequenas orações
gestos ritmados ao abraçar-te como quem abraça
sonhos


coisa estranha


opiada me preciso ou apenas vestida de papoulas e
muito sol com luas por dentro


para poder mastigar estes sonhos
reais como mandrágoras."


terça-feira, 2 de agosto de 2011

PANTONE COLOUR INSTITUTE



Quem trabalha com beleza e moda não pode ignorar este instituto que dita as tendências de cores do ano!
O Instituto PANTONE está localizado nos Estados Unidos (em New Jersey). Foi fundado por Lawrence Herbert, em 1962 e introduziu um sistema específico para se designar as cores através de códigos numerados, eliminando assim todas as ambigüidades na reprodução dos tons. Os guias Pantone são usados na impressão gráfica, têxtil, de plásticos e também na web. Pantone fornece normas de cores para os profissionais do design e é uma fonte de inspiração para designers de todos os setores.  As cores Pantone, descritas pelos seus números, encontraram também lugar na legislação, e tanto a lista de cores quanto a de valores são propriedade intelectual da marca.

COR DO ANO 2011
No dia 09 de dezembro do ano passado, a diretora executiva do Pantone Institute, Leatrice Eiseman, anunciou a cor oficial para o ano 2011: o número 18-2120, correspondente à cor chamada HONEYSUCLE.





Três qualidades descrevem esta cor: CORAGEM, CONFIANÇA E VITALIDADE.
Cor cheia de charme, este rosa cheio de vida, efervescente e enérgico será a principal tendência de cor nas roupas e na maquiagem. É a cor perfeita para comemorar o fim do inverno e o começo da primavera!



Agora que você conhece a cor do ano, este é o painel das 10 cores que, juntamente com o Rosa Honeysucle, vão inspirar o ano 2011: uma paleta primaveril acentuada por tons exóticos!


Todas estas cores vão inspirar a moda feminina para a primavera de 2011. A publicação do documento coincide com a FASHION WEEK DE NEW YORK.

Segundo Leatrice Eiseman, “As cores da paleta acima exprimem uma união interessante e inesperada de tons quentes e frios. A paleta possui uma intensidade incrível, composta por combinações únicas que permitirão a elaboração efetiva de roupas com tonalidades outonais e a associação destas com novas peças para a criação de conjuntos primaveris”.



Você sabe qual a cor oficial do ano de 2011?