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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MAQUIAGEM DE BOUDOIR

Conhecer um pouco de história e dos costumes da época é essencial para quem deseja desenvolver uma caracterização / produção de época.

Para realizar os ensaios de rainhas francesas do LE GRAIN, pesquisei um pouco em meus livros e em sites franceses e fiz uma pequena síntese, que vocês podem ler abaixo, do que mais me chamou a atenção.


ESTÉTICA BARROCA

Com o início do período barroco, nasceu uma nova estética nas artes e na filosofia. A corrente do preciosismo exaltava a inteligência do espírito e o refinamento do corpo. A palavra ‘maquiagem’ nasceu nesta época, mas com um sentido pejorativo: maquiar era maquiar as cartas, enganar.
A maquiagem na corte de Versalhes era extremamente importante. Nas cortes dos reis Luís XIV e de Luís XV, o ideal da beleza ligava-se a tudo o que era artificial. O rosto, o corpo, a linguagem, as emoções, tudo passou a ser ‘maquiado’... As carnes flácidas eram presas por espartilhos e tecidos pesados... Os lábios eram maquiados com vermelho vivo e as bochechas com o cor de rosa ou com o vermelho. As falsas pintas (les mouches) feitas de tecidos eram recortadas em diversos formatos e, segundo o lugar onde eram colocadas, significavam algo. Tanto homens quanto mulheres se maquiavam. Para esconder a falta de higiene, as pessoas usavam perfumes com notas de flores e almíscar. Os dentes eram escovados com pó de coral, extremamente abrasivo, com pó de ostras ou com vinho branco...


 Versalhes tornou-se um palco onde marionetes arrogantes se contemplavam no espelho...


AS CORES DA MAKE DA NOBREZA

O branco e o vermelho eram as cores predominantes. O vermelho era visto como o tom capaz de esconder a velhice e a evocar a sensualidade.  Ele passou a ser usado em todo lugar, inclusive na bochecha dos mortos.  Além do vermelho, o azul era usado para marcar as veias da testa, das têmporas e da garganta, a fim de evocar o sangue azul da aristocracia.
 Através do branco de óxido de chumbo, as mulheres obtinham a tão idealizada tez branca. A maior parte dos produtos utilizados naquele tempo, apesar de serem extremamente caros eram altamente nocivos visto que tinham como elemento de base o chumbo ou o arsênico. Lembremo-nos também que as mulheres comiam tabletes de arsênico para se tornarem anêmicas e manterem a pele pálida.

NAIARA FOTOGRAFADA NO STUDIO LE GRAIN - MAKE UP: KRIS XIVA

A cor branca era a cor predileta da pele, pois uma pele lívida provocava o efeito de ‘estátua’, e, lembrança da Idade Média, evocava a virgindade. A pele extremamente translúcida criava a ilusão de pureza, sugeria um rosto e, por extensão, um indivíduo isento de qualquer mancha ou cicatriz.  Estar extremamente maquiado significava também estar com a pele homogeneizada, pois os produtos dissimulavam as dermatoses, as rosáceas, as vermelhidões... Para evitar o bronzeamento, as preciosas usavam uma máscara que seguravam pelos dentes, o que as proibia  de conversar.  Fitelieu escreveu, em 1642, que, para maquiar uma mulher elegante da época, era necessária uma boutique inteira!


Gradativamente, a partir de 1750, este ideal foi sendo transformado. Houve uma profunda revolução de idéias em todos os domínios do conhecimento. A psicologia nasceu, Rousseau e os Enciclopedistas denunciaram o excesso de artifícios e buscaram outros critérios de beleza, baseados nos sentimentos verdadeiros e na beleza natural. Esta mudança também aconteceu na corte com Marie Antoinette, loira platinada, que mantinha uma beleza menos afetada, mais próxima do ideal de Rousseau. 

YVANNA - fotografou seu BOOK DE 15 ANOS no STUDIO LE GRAIN - MAKE UP: KRIS XIVA

A rainha não era adepta dos excessos: usava tônicos extraídos de plantas; máscaras de beleza à base de medula de boi e cremes à base de ovos, intestinos de pombos, vegetais e água de chuva. Adepta de caminhadas e da alegria fundada na simplicidade, ela colocou fim à moda da pele pálida e transformou os critérios do ideal de beleza da época. As mulheres passaram a se maquiar menos e a mulher ideal deveria ter uma pele de porcelana e lábios suaves. Os cabelos, ainda cacheados e com pó, passaram a adotar um estilo mais despenteado. Os quadros de Fragonard representam esta beleza da mulher delicada que alegremente se diverte na natureza.




Extraits  de «  HISTOIRE DE LA BEAUTÉ - L'Express, le 24/07/2003 ».

6 comentários:

  1. oi já estou te seguindo me segui tbm ^^
    http://harahaira.blogspot.com

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  2. Que boca perfeita! Quero cursos!!!!!!!
    http://carmendequeiroz.blogspot.com

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  3. OBRIGADA PELA VISITA, GENTE! Estamos montando os cursos, sempre postarei informações aqui e no perfil MAQUIAGEM PROFISSIONAL MINAS GERAIS, DO facebook.

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  4. Qto mais leio o que vc escreve, mais encantada fico pela maquiagem; e agradecida a vc, por nos trazer seus conhecimentos!

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  5. Massa o Blogg ,
    Yvanna minhaa maninhaa ♥

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