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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

VERMELHO - ROUGE - RED - ROT - ROSSO


AMARANTO, CARMIM, PÚRPURA, RUBI, SANGUE, VERMELHO TICIANO, HIBISCO, MORANGO, PITANGA, VERMELHO ORIENTAL, VERMELHO VITORIANO...


O Vermelho é cor de referência em todas as civilizações.  O vermelho é a cor do sangue fresco e a cor do fogo que, segundo crenças da antiguidade, criou o mundo e o destruirá. Por ser o símbolo fundamental do princípio da vida, deu origem ao nome próprio ADÃO (do latim ADAMUS): feito de terra vermelha.
Símbolo da vida, do calor, da criação e da destruição, o vermelho vivo ou claro é a força vital, a riqueza, o amor e, em seu aspecto negativo, corresponde ao egoísmo, ao ódio e ao amor infernal.



Nos textos sagrados dos cristãos, egípcios, hebreus e árabes, esta cor está associada ao fogo e ao amor divinos. Simboliza a divindade e o culto. Cor dos generais, da nobreza, dos patrícios e dos imperadores de Roma, era também a cor do vestido de noiva até o fim do século XIX.


É uma cor particularmente ambígua: cor do: sangue, fogo, vida, ardor, coragem, dignidade, morte, cólera, violência, alarme, perigo, pecado, cor do inferno, de Lúcifer, do que é proibido, cor da hipocrisia, da traição, do malefício... Cor do vestido das prostitutas, da lanterna dos antigos prostíbulos, cor da sedução.



O vermelho contemporâneo retoma os antigos códigos (cor púrpura dos imperadores, casaco escarlate dos reis, chefes e líderes do exército, da igreja e da justiça). É ainda a cor do prestígio e do mérito (rosa vermelha da Legião de Honra, fita vermelha, tapete vermelho...) e aquela que representa sentimentos intensos, violentos, de amor, ódio e da sedução (rouge baiser, glamour, paixão)...





Continua ainda sendo a cor do povo, das lutas sociais, da revolução russa e chinesa, do comunismo (bandeira vermelha)...
Na antiguidade, por razões históricas por causa dos processos das técnicas tintoriais, era a cor mais estável de todas as cores e por isso, era considerada a mais bela.
O latim possuía várias palavras para designar ‘vermelho’, o que mostra o status privilegiado que esta cor ocupava na cultura Greco-romana, ao contrário da cor azul, que não possuía uma denominação precisa em latim.






 Le Dictionnaire des mots et expressions de couleur du XXe siècle. Le Rouge, Annie Mollard-Desfour, préface de Sonia Rykiel, CNRS ÉDITIONS, mai 2000, (CNRS Dictionnaires).



COMO UMA FLOR VERMELHA
Sophia de Mello Breyner Andresen


À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia.

Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas.

Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha...



PAPOULAS
Ana Mafalda Leite


"Estou opiada de ti
e percorres-me os nervos todos
com papoulas borboletas vermelhas


o meu corpo entrança-se de sonhos
e sente-se caminhando por dentro


aspiro-te
como se me faltasse o ar
e os perfumes dançam-me


qualquer coisa como uma droga bem forte
corpo e alma
rezam pequenas orações
gestos ritmados ao abraçar-te como quem abraça
sonhos


coisa estranha


opiada me preciso ou apenas vestida de papoulas e
muito sol com luas por dentro


para poder mastigar estes sonhos
reais como mandrágoras."


2 comentários:

  1. Ameei!!! ♥ ... Roubei um poema e a foto. rsrs

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  2. Puxa!!!! Isso que chamo de maquiagem conceitual. Amei, to encantada com tanta sensibilidade pra falar da cor vemelha na maquiagem. Divino!

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