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sábado, 24 de setembro de 2011

PIRÂMIDE E FAMÍLIAS OLFATIVAS

Todo perfume possui uma pirâmide olfativa que representa sua estrutura íntima e seu equilíbrio. Esta pirâmide representa o tempo de evaporação das moléculas dos odores que o compõem e é graficamente representada com 3 níveis:



O PRIMEIRO NÍVEL( Nota da Cabeça do perfume) é composto pela matéria prima mais volátil e que representa a nota de início de um perfume. São os odores que percebemos em primeiro lugar, assim que abrimos o frasco.

O SEGUNDO NÍVEL (também conhecido como Nota do Coração) é composto por matérias primas mais tenazes que ligam as notas olfativas do primeiro nível ao segundo e terceiro níveis. Essências mais lentas compostas freqüentemente por notas florais. Este segundo nível é a assinatura olfativa do perfume pois é através da nota de coração que um perfume se distingue do outro. Geralmente são os odores de flor ou fruta que compõem este nível.

TERCEIRO NÍVEL (ou Nota de Fundo) é composto por matérias primas menos voláteis, que duram horas e têm a função de fixar o perfume. Aqui encontramos os odores orientais: temperos, canela, baunilha.





SETE FAMÍLIAS
Tradicionalmente os perfumes são classificados em sete famílias, de acordo com a identidade olfativa predominante. Estas famílias se entrecruzam e criam, por sua vez, subcategorias. Com o progresso tecnológico e o surgimento de novos produtos de síntese, apareceram outras novas famílias (perfumes gourmands, por exemplo o Angel de Thierry Mugler, com notas predominantes de chocolate).



EXAMINEMOS AS SETE FAMÍLIAS TRADICIONAIS:

CÍTRICOS: Família olfativa muito popular com fragrâncias leves e frescas originadas das cascas das frutas cítricas: limão, bergamota, laranja, tangerina, toranja. São protagonistas de quase todas as fragrâncias Unissex. Geralmente compõem as águas-de-colônia refrescantes.



FLORAIS: . Geralmente compõem os perfumes femininos, trazendo um ar de romantismo à fragrância: rosa, violeta e jasmim sozinhos ou em bouquets florais . Compõem perfumes românticos, discretos e delicados.




FOUGÈRES: este termo é de origem francesa e designa uma planta que quase não tem cheiro. Esta família representa fragrâncias de ervas e plantas herbáceas. Geralmente as fougères compõem perfumes masculinos mais tradicionais.



CHIPRE: família que possui uma mistura de notas quentes e frias, um tipo de junção do que há de melhor na perfumaria. Designa uma combinação aromática de notas cítricas, notas concentradas e que remetem à essência da terra (madeira e musgo). Compõem perfumes sofisticados e clássicos.




AMADEIRADOS: como o próprio nome sugere, esta família produz fragrâncias oriundas das raízes, dos tubérculos e das madeiras nobres (pinheiro selvagem, sândalo e o cedro do Líbano) que conferem  durabilidade e consistência. A esta família juntam-se incenso e mirra. Pode ser utilizado tanto em perfumes femininos quanto masculinos e combinam-se perfeitamente com cítricos e florais.



ORIENTAIS ou AMBRÉS: experiências olfativas intensas compostas por misturas de especiarias exóticas como pimenta, anis, canela, baunilha, tuberosas e aromas florais diversos assim como matérias primas de origem animal (almíscar). Compõem perfumes sensuais e misteriosos.




COURO: As matérias-primas são extraídas do tabaco, de madeira, couro, musgos, etc. São fragrâncias extremamente secas que tentam reproduzir o aroma do couro.





terça-feira, 20 de setembro de 2011

PERFUME DE BOUDOIR...



Descubra porque o perfume passou a ser acessório de higiene de primeira necessidade a partir da idade média e porque a indústria deste “cosmético” conheceu grande desenvolvimento durante séculos na Europa. Este post e diversos outros que estão sendo preparados sobre o tema, levarão você até as notas de coração, cabeça e fundo da história dos perfumes...


EM VERSALHES...

Alguns documentos relatam que o parque e os jardins do castelo de Versalhes, assim como tantos outros castelos de nobres franceses, tinham seus cômodos internos repletos de odores que causavam náuseas pois as latrinas não existiam e os corredores, as passagens de comunicação entre as alas e os prédios continham restos de urina e matéria fecal. Do mesmo modo, a Avenida de Saint-Cloud era coberta por águas sujas e gatos mortos. 

Na corte de Versalhes, os sachês, as luvas e os leques eram acessórios perfumados que os cortesãos usavam com generosidade para não apenas mostrarem o lugar que ocupavam na escala social, mas também para lutarem contra uma atmosfera completamente pestilenta que os cercava.


No reino de Luís XV, a proliferação do uso dos perfumes foi tão extensa que a corte da França recebeu o apelido de “a corte perfumada”.


A TOALETE REAL

A toalete de Louis XIV, descrita pelo duque de Saint Simon relata a inexistência do uso da água. O único ritual de lavagem seguido pelo Rei Sol consistia no fato de lavar as mãos com vinho. 
Na verdade, a higiene do século XVII possuía regras bem diferentes das nossas visto que evitava exatamente o contato com a água, elemento considerado nocivo. Por outro lado, havia um uso exacerbado dos produtos perfumados.


A PESTE NEGRA

Desde 1348, com o surgimento da peste negra, não apenas os reis, mas todos os europeus passaram a evitar a água. Os médicos começaram a desaconselhar os banhos quentes, pois estes começaram a ser apontados como agentes enfraquecedores do organismo. Acreditava-se, na época, que  a água abria os poros da pele para a entrada do ar da peste. Este medo da água e do banho cresceu ainda mais no século XVI e teve seu apogeu no século XVII. Os produtos aromáticos apareceram dentro deste contexto, para substituirem a água.


Nesta época, a classe médica acreditava que os perfumes das flores, das raízes e das madeiras veiculavam a energia própria de cada vegetal e, segundo uma tradição herdada dos gregos, achavam que os temperos queimados pelo sol adquiriam uma natureza ígnea e eram incapazes de apodrecer, por esta razão, tornavam-se o melhor remédio para combater as doenças. Destarte, acreditavam que as substancias aromáticas possuíam inúmeros poderes e que continham uma energia particular capaz de purificar, curar e fortificar o corpo e o espírito. Além de profiláticas, eram tidas como capazes de reforçar as defesas naturais do organismo e combater as paixões tristes (o temor e a tristeza, que favoreciam a chegada da doença)...


PERFUMES E MEDICINA
Os perfumes eram considerados como purgantes que eram usados para equilibrar a higiene interna das pessoas.. Impedindo a pletora, eles  proporcionavam a limpeza dos órgãos e do sangue assim como também lavavam a pele sem fragilizá-la, além de protege-la do ar externo.


Esta promoção higiênica e profilática dos temperos explica seu uso intenso na fabricação de perfumes, sabonetes, sachês perfumados.. Ficar limpo implicava esfregar a pele com sabonetes de limão, laranja, lavar as mãos e o rosto com vinagres perfumados e se perfumar com águas de colônia ou untar as mãos com pastas de íris, benjoim e amêndoas doces. Os dentes deveriam ser esfregados com opiáceos feitos à base de canela, laranja, limão ou cravo. Os cabelos deveriam ser limpos com óleos de sândalo, rosa, jasmim ou alfazema. Nesta época havia uma estreita união entre a medicina e a perfumaria.

A água de colônia da Rainha da Hungria era indicada para os tumores, as contusões, as queimaduras. Tanto Madame de Sévigné quanto Madame de Maintenon eram consumidoras compulsivas deste ‘perfume’ medicinal.
Os médicos concediam imensa importância aos aromas, às emanações e aos perfumes porque acreditavam que os odores possuíam o poder singular de invadir e penetrar dentro dos corpos e curar. Esta grande confiança depositada nos sutis odores provocou um grande desenvolvimento e a expansão dos produtos perfumados. Na mesma época surgiram várias invenções destinadas a associar os perfumes à profilaxia: os bonés perfumados (que eram usados sobretudo pelos idosos, para proteger do frio e das gripes), os lenços aromatizados, que eram usados para lavar o rosto a seco, os lençóis aromáticos, usados para embalar e enterrar os mortos pela peste...
Para aumentar o poder dos produtos aromáticos, médicos e farmacêuticos passaram a utilizar diversas substancias extraídas do reino animal e mineral. O uso de preparados aromáticos de pulmão de raposa, gordura de urso, escorpiões, cinzas de salamandra, fígado de lobo, óleo de minhoca, chifre de cervo, ouro, prata ou pérolas, sangue, urina e excrementos, tinha a finalidade de potencializar o odor dos perfumes. Na verdade, o odor era considerado ‘a alma do remédio’.
A partir do século XVIII, o uso da água foi progressivamente sendo feito, mas ainda que o castelo de Versalhes começasse a possuir alguns banheiros, as pessoas continuaram se limpando com os produtos perfumados, reputados mais seguros e protetores.


Na segunda metade do século XVIII, aconteceu uma evolução decisiva, graças aos progressos da química, a perfumaria coeçou a se desligar da medicina e a se tornar autônoma. Em uma época de filosofias sensualistas, os fabricantes de perfume passaram a acentuar o olfato, a sensualidade e não mais centraram suas preocupações nas doenças e nos tratamentos. Alguns ingredientes animais e minerais que anteriormente dinamizavam os perfumes, começaram a ser abandonados. Os fabricantes de perfume pararam de evocar as virtudes profiláticas e terapêuticas de seus produtos.



Hoje estejamos vivendo uma era racional, mas, ainda assim, os poderes extraordinários que eram evocados durante séculos subsistem em nosso consciente coletivo. Podemos notar isso através dos nomes que foram sendo dados aos perfumes ao longo destes séculos mais recentes: Magie Noire (Magia Negra) de Lancôme, Mystère (Mistério) de Rochas, La Vie (A vida) de Dior... com certeza, os poderes vitais que eram atribuídos aos perfumes ainda existem em nosso imaginário olfativo!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MAKE DE FORMANDA...



Eu costumo dizer que há infinitos tipos de maquiagem... e que nenhuma make pode ser 100% copiada como escaneamos uma folha de papel. Quando fornecemos modelos de makes, estas sugestões são apenas indicações que devem ser seguidas e adaptadas de acordo as particularidades de cada cliente. Todo maquiador experiente sabe disso.






As formandas desejam maquiagens especificamente para:
- a foto do convite
- a missa
- a colação de grau
- o baile

Maquiagem para a foto do convite










Essencial: proteger a pele com o hidratante sem brilho e realizar uma cobertura homogênea da pele, com o uso da base específica para cada caso. Para peles negras sugiro também utilizar um gel que reduza o brilho da pele.




Maquiagem em tons goiaba, pêssego, branco rosado e marrom, para o convite da Eduarda


A base profissional em stick também é perfeita para produções fotográficas, pois confere o efeito de pele de pêssego.
Não esqueça de fixar a cobertura com  pó ultra fino que finaliza fixando sem marcar.



Geralmente a make da foto do convite é feita em tons naturais terrosos combinados com grafite ou cinza mais claro. Mas já fiz produções para a foto com tons verdes, rosados e acobreadas... tudo depende do que a formanda prefere. Algumas solicitam também o acréscimo de um pouco de pó de pérola para um efeito de luz.


Indispensável o uso de cílios postiços, ainda que mais discretos e leves, para alongar ou aveludar o olhar.
As maquiagens da missa e da colação geralmente também devem ser mais sutis, diferentemente da produção do baile, mas tudo depende do estilo e da solicitação da formanda.




Algumas clientes desejam produções sofisticadas também para a colação e algumas querem algo mais intenso até para a missa, já que depois desta e da colação a turma cai na balada até o amanhecer.



A make do baile é aquela que permite todos os brilhos. Extremamente sofisticada, essa produção aceita os brilhos para olhos que vêm em forma de glitter finíssimo (este produto também é conhecido na França como POUDRE DE DIAMANT)






Geralmente trabalho duas ou três paletas de sombras em pó acetinadas com o preto e acrescento pós de pérola ou glitter. Para as foramandas que possuem olhos menos sensíveis, maquio também a parte inferior dos olhos, com lápis, pós acetinados e trabalho algum detalhe com pó de pérola para abrir o olhar.




O mais importante para mim é assegurar maquiagens duráveis, belas, que deixem a formanda confiante e satisfeita. Para isto uso e recomendo produtos estritamente profissionais que não vão trazer surpresas desagradáveis justamente nas ocasiões em que nada pode sair errado.





A gente conhece o olhar de uma mulher que gostou da produção!

Confira abaixo outros tipos de produções feitas no STUDIO LE GRAIN para formandas!











Wilma e Amanda, maquiadas por mim para o Baile da Amanda
Mamãe de formanda também merece ficar exuberante !!











OBSERVAÇÃO: PEÇO O FAVOR ÀS FORMANDAS QUE não foram fotografadas por nós durante o making off e nem depois, mas FORAM MAQUIADAS POR MIM , peço a gentileza que me enviem FOTOS da colação, do convite ou da festa, que as publicarei com grande prazer.