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terça-feira, 6 de setembro de 2011

BLACK


BLACK – PRETO - LE NOIR –  NERO - SCHWARZ



Negação da luz, é o símbolo do nada, do erro, do que se associa à noite, ao mal, ao que é falso. Indica ignorância provocada por paixões egoístas. Cor do carvão, evoca o processo da combustão, prelúdio da regeneração, por isto a cor possui também uma idéia de ressurreição. 

Por ser símbolo da escuridão, da impureza, da não manifestação, é a cor que precede a criação de todas as religiões.





É também a cor ligada à inconsciência, à malevolência, à melancolia e ao pessimismo.

Os ritos de iniciação da antiguidade continham  algumas provas que os postulantes deveriam praticar à noite: atravessar a morte simbólica em um local obscuro a fim de se tornarem seres novos, renascidos para a vida espiritual.

A cor traz consigo a idéia da melancolia, do abandono, do medo da vida e da falta de esperança. 

Representando o mundo subterrâneo, o preto refere-se ao ventre da terra, por esta razão também é freqüentemente usado como símbolo da fecundidade (é a cor das deusas da fertilidade e das virgens negras).
Geralmente associada à morte, é a cor do luto no ocidente. Também é a cor da indumentária de religiosos que renunciaram à vaidade do mundo, nas religiões  cristã e muçulmana. Associa-se também à respeitabilidade e ao saber (indumentária de magistrados e professores).

No simbolismo indiano, o preto representa a pureza original. Krishna, o imortal, é negro, enquanto que Arjuna, mortal, é branco.

Em todas as religiões o preto indica a morte, a obscuridade de nossas origens, o retorno à fecunda mãe terra.

Pesquisadores lingüistas franceses chegaram à conclusão que o Preto é a cor semântica do século XX. O léxico da cor preta e de seus derivados, as nuances desta cor, as expressões articuladas com ela demonstram como a cor preta retranscreve nossa relação com o mundo: o negror sombrio da noite, do diabo, do inferno, do mal, da morte, da tragédia, da violência e do perigo, da desesperança, da melancolia, do pessimismo, da cólera, da loucura, da anarquia, do racismo ou do fascismo, da clandestinidade, da confusão, o humor negro, as idéias negras...


CAROL e PRISCILA - Fotos: JEAN LE BRETON (STUDIO LE GRAIN); Figurino: ADALGISA DUQUE; Make up: KRIS XIVA (PRODUTOS DO ATELIER DE PARIS - MAQUIAGEM PROFISSIONAL FRANCESA)
                            
A cor engloba atualmente uma grande gama de significados, de códigos sociais que foram estabelecidos no século passado, particularmente graças à moda que transformou a cor preta da autoridade, do luto, do classicismo, em uma cor elegante, luxuosa, provocante, rebelde.



Pensemos na elegância discreta do vestidinho preto criado por Chanel nos anos 20, lembremo-nos de Piaf ou das demais damas célebres que vestiam preto (Rykiel, Barbara)... 




Ou então pensemos nas jaquetas pretas provocantes dos rockers, dos punks e nas roupas dos góticos...





 Esta mistura dos códigos fez do preto uma cor contraditória e paradoxal, sombra e luz, tradição e modernidade, classicismo e provocação.



 No século XX esta cor foi tão valorizada ao ponto de se tornar a tela de fundo da sociedade contemporânea.


COMO UM VESTIDO DE LUTO SE TORNOU A PEÇA OBRIGATÓRIO NO GUARDA ROUPA DE TODAS AS MULHERES ELEGANTES



No início dos anos 20, as roupas de cor preta eram utilizadas exclusivamente pelas viúvas, que tinham o dever de usar esta cor durante, no mínimo, 2 anos após a morte de seus maridos. Com a primeira grande guerra, devido ao grande número de mortos, esta tendência foi sendo banalizada: várias pessoas vestidas de preto circulavam pelas cidades européias e assim as pessoas passaram a se acostumar com esta cor de roupa. Em 1926, Coco Chanel lançou, na revista Vogue, o célebre tubinho preto que fez escândalo tanto por sua cintura, quanto pelo comprimento (considerado extremamente curto) mas também pela sua cor preta e pela simplicidade e acessibilidade desta peça.. Vogue denominou este vestido “o vestido Ford de Chanel”, fazendo referencia ao carro Ford T da época.
O vestido preto foi imediatamente considerado tendência obrigatória e caiu no gosto das grandes estrelas da época e de nossos dias. 

Símbolo de simplicidade e refinamento, o vestidinho preto é uma verdadeira legenda na história da moda.

Um comentário:

  1. Que cor linda e que simbolismo maravilhoso, eu simplesmente adoro toda essa beleza oculta.

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