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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PIGMENTOS E COLORANTES

PIGMENTOS, COLORANTES, TINTURAS

Estou preparando uma série de traduções para vocês (e para mim pois eu também aprendo muito realizando estas pesquisas para o blog). Espero que estes dossiers possam ajudar e orientar muitas pessoas ávidas por conhecimento. Este é o primeiro dossier que traduzi sobre os pigmentos. Os outros estão em fase de elaboração, aguardem!


A diferença entre colorantes, tinturas e pigmentos nem sempre é óbvia. Definimos, freqüentemente, uma substancia colorante através de sua capacidade ou não de absorver os raios luminosos do espectro visível da luz. Alguns afirmam que dentre os colorantes podemos distinguir os pigmentos e as tinturas, outros não fazem distinção entre colorantes e tinturas. 

Os pigmentos são geralmente insolúveis, eles se fixam na superfície dos objetos. Após serem finamente moídos, são misturados geralmente a uma substancia mais ou menos fluída a fim de obtermos uma sombra, um blush compacto, pinturas, tintas...

Ao contrário dos pigmentos, as tinturas são absorvidas facilmente e se unem quimicamente às moléculas que elas colorem. Assim sendo, elas se misturam à cor inicial. Por exemplo, um tecido azul ao ser mergulhado em um banho de tintura amarela torna-se verde pela combinação do azul e do amarelo.

A análise dos pigmentos antigos permite retraçar sua utilização ao longo do tempo.
Diversos instrumentos existem e estão a serviço dos pesquisadores e lhes permitem encontrar a composição química de um pigmento.
 Com W.H. Perkin, o século XIX testemunhou o nascimento do primeiro colorante industrial sintético. Estes colorantes acessíveis e fáceis de serem industrializados rapidamente passaram a substituir as tinturas naturais que, entretanto ainda são utilizadas atualmente, como a garança ou ‘le pastel’, uma planta que produzia uma tintura natural azul.

Apesar da beleza de suas cores nem todos os pigmentos e corantes podem ser utilizados na fabricação dos cosméticos. Atualmente diversos testes são feitos para determinar a toxicidade de um pigmento, o que nem sempre ocorria no passado. Foram encontrados vestígios de diversos produtos tóxicos que foram usados nos cosméticos ao longo dos séculos. O chumbo branco, largamente utilizado para branquear a pele nos séculos XVI, XVII e XVIII, é um composto à base de chumbo, nocivo para a saúde.

BREVE HISTÓRICO


A utilização dos pigmentos data da Pré-história. Os homens pré-históricos usavam terras de ocres, argilas vermelhas e amarelas, óxido de ferro, cal. Foram encontrados também diversos pigmentos orgânicos, elaborados com carbono proveniente de ossos calcinados e carvão de madeira.

Ocres naturais
Os Egípcios, os Fenícios e os Gregos começaram a moer pedras duras e assim inventaram o azul e o verde egípcios, o branco de chumbo, o vermelho de Saturno e o amarelo originário do óxido de chumbo.
 Durante a Idade Média o uso dos pigmentos minerais se generalizou. Afrescos, pinturas religiosas feitas em madeiras, revestimentos, pedras, manuscritos, iluminuras... Os pigmentos se diversificaram. Nos Ateliers eram moídos carbonatos, hematita, tetróxido de chumbo para fabricar cores vermelhas, terras ocres amarelas, limonita, sulfeto de arsênico ou  o pigmento para obter amarelos e lápis-lazuli para se obter a cor azul. As vezes eram também utilizadas terras verdes, o amarelo indiano (originário das Ìndias), o ouro e a prata.

No século XVII, surgem o azul da Prússia, o amarelo de Nápolis, o verde de Sheelle (arseniato de cobre). No século XIX, a indústria química criou novos pigmentos: amarelo de cromo, verde Veronese, azul de cobalto, verde esmeralda, azul ultramar,
amarelo e vermelho de cádmio, amarelo bário, vermelho de antimônio, amarelo de zinco, violeta, azul cerúleo, oxido de titânio.
Azul da Prússia e Amarelo de Nápoles 


Nossa época trouxe a novidade do desenvolvimento da química orgânica que permitiu a criação de pigmentos orgânicos de síntese (compostos com carbono). 


 A química do petróleo é a grande responsável pelo surgimento de finas nuances pigmentares.



FAMÍLIAS DOS PIGMENTOS

Existem três grandes famílias de pigmentos: os pigmentos minerais, os pigmentos orgânicos e os pigmentos sintéticos. Os pigmentos são compostos por uma grande diversidade de elementos químicos. Encontramos carbono, cromatos de chumbo, óxidos de zinco, sulfato de cádmio, dióxidos de titânio ou ainda óxidos de ferro. 




Eles são utilizados por causa de algumas de suas características, sobretudo pelo poder opacificador e colorante que possuem. A cor de um pigmento pode variar em função da atmosfera do composto principal. Assim sendo, o ocre amarelo e o ocre vermelho são ambos óxidos de ferro. A diferença entre os dois reside na presença ou não de água. Assim sendo, o ocre amarelo é um óxido de ferro hidratado que pode se tornar vermelho ao ser aquecido. 

A utilização dos pigmentos em cosmética evoluiu ao longo do tempo. Os Egípcios aspergiam suas pálpebras com pó de hematita. No mito do Eldorado pré-colombiano, um homem cobria o corpo com pó de ouro antes de mergulhar ritualmente em um lago perdido dos Andes. Cortesãos e cortesãs da corte do Rei Sol branqueavam suas peles com o perigosíssimo chumbo branco.



TRADUÇÃO LIVRE DE KRIS XIVA DO dossier sobre as Cores e Pigmentos do CNRS - França:

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