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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MAGIC PRIMER





Hoje vim postar um tópico sobre um novo produto do ATELIER de Paris que não existia há 6 anos atrás, quando eu fiz meu curso na França. Trata-se do MAGIC PRIMER. 


Não apenas o nome deste produto é mágico, mas o produto também é bacanézimo e um MUST HAVE que dura muuuuuuito. Como ele funciona? Bem, ao ser aplicado, ele produz  uma finíssima camada leve e transparente à prova de suór e d´água sobre a qual você fixará 
os  Starlights (glitters extra finos do ATELIER) nas pálpebras das noivas, madrinhas, formandas, enfim... em toda make mais sofisticada.






Ele também transforma pigmentos em sombras líquidas com as quais você pode realizar finíssimas produções artísticas e de moda.


Entendeu porque ele é um MUST HAVE?
Se você não entendeu, venha fazer um curso comigo e aprender sobre este e diversos outros produtos!

domingo, 25 de dezembro de 2011

CALAVERAS INSPIRATION



Pintei mais uma 'Calaverinha' para as fotos da coleção de Zombie Pin Ups da Adalgisa Duque.
A modelo foi a Sofia Sepúlvedra, as fotos foram feitas pelo Jean e os modelitos da Adalgisa estão cada dia mais perfeitos e sedutores!
A novidade deste ensaio foi a presença da Lôla, a cachorrinha da gente, que foi encontrada há 3 anos, por mim, vagando pelas ruas. Olhem se ela não foi a vedete da tarde!!



Confira os modelos das roupas e essa caveirinha super talentosa que é a Sofia!












sábado, 24 de dezembro de 2011

CÍLIOS POSTIÇOS





Os primeiros cílios postiços foram criados em 1916 a pedido do diretor de cinema D.W. Griffith, para os olhos da personagem Seena Owen. Griffith desenhou o primeiro arquétipo de cílios para que sua protagonista tivesse cílios tão longos que esbarrassem na bochecha quando ela piscasse ou olhasse para baixo. Apenas tardiamente, na década de 50, o grande público teve acesso a este acessório de beleza, pois só então as grandes empresas de cosméticos Max Factor, Revlon e Yardkley, passaram a comercializar cílios para os comuns dos mortais. Posteriormente, ícones femininos como Twiggy, Cher, Liza Minnelli criaram looks de impacto com modelos diversos de cílios postiços. 

LIZA MINNELLI - LOOK CABARET


TWIGGY
LOOK MODERNO TWIGGY

Após  grande sucesso, os cílios postiços foram perdendo prestígio ao longo das décadas, para voltarem, agora, com toda força e poder. Eles se tornaram item indispensável, um ‘must-have’ para toda beauty addict e celebridade.




Toda mulher que já provou sabe que não há nada como cílios postiços para realçar um olhar e uma maquiagem. Os cílios proporcionam aos olhos um efeito de extra volume, poder e sofisticação.



Existem tantas opções no mercado: de diversos tamanhos, marcas, espessuras, modelos e tipos de tufos... Em primeiro lugar, você deverá ter em mente o resultado que deseja para poder escolher o tipo de cílio mais indicado.



Se você deseja um resultado mais natural, opte por cílios mais discretos e menores. Caso deseje um resultado mais exagerado ou escandaloso, opte por aqueles modelos mais volumosos e longos.




Costumo aconselhar minhas alunas a comprarem a cola profissional DUO (transparente), que, aqui em Belo Horizonte pode ser encontrada na perfumaria CELLE e na CASA DA MAQUIAGEM. 
A DUO Transparente é branca ao ser aplicada e,  assim que for secando, vai ficando invisível. Geralmente as colinhas que vêm juntamente com os cílios não são boas e não confio que realmente durem até o fim da noite... Por isso eu indico a DUO, que é a cola mais vendida no mundo e  usada por maquiadores conceituados e especializados em todos os segmentos (cinema, televisão, desfile, beleza...)



Antes de colocar os cílios, meça-os sobre os verdadeiros e veja se sobra uma pontinha. Caso não sejam do mesmo tamanho que os seus cílios naturais, corte a ponta com uma tesourinha pequena (que você deve ter sempre na sua nécessaire de maquiagem). 


Faça toda make up dos olhos e aplique o rímel (delineador). Só aí então você deve aplicar os cílios postiços. Muitas pessoas preferem aplicar os cílios antes e só depois executar a make up. Eu aconselho colocar os cílios depois da make up para evitar que o pó das sombras caia sobre os cílios (o que os deixa com aspecto fosco e embaçado...)


 Bem, assim que a make dos olhos estiver pronta, aplique a cola Duo com um palintinho ou um pincel extra fino. Conte até 30 para a cola ‘pegar’ e só depois disso cole os falsos cílios ao longo da linha dos cílios naturais. Caso você seja maquiador(a), use uma pinça para ajudar a ajustar os cílios postiços no lugar correto.




AMARELO

JAUNE, AMARELO, GIALLO, YELLOW, GELB




O amarelo é a cor do sol, da luz e do metal mais precioso: o ouro. Esta cor possui uma virtude mágica e é o símbolo da juventude e da força. Em praticamente todos os povos o ouro esteve ligado à riqueza, à nobreza, ao poder. É a cor de Deus, cor da imortalidade, dos imperadores e dos reis europeus, chineses, indianos ou egípcios.




É uma cor quente associada ao ar que possui, entretanto, a dureza do metal. Corresponde à riqueza e à fé. No Egito, o amarelo ouro simbolizava o carro do sol e seus deuses. Diversas câmaras mortuárias foram pintadas de amarelo (e de azul), para assegurarem a sobrevivência da alma.





Os Astecas pintavam Huitzilopochtli, o Deus do sol do meio dia nas cores amarela e azul. Na Pérsia, Mitra é amarelo ouro, assim como o deus grego Apolo.
Na índia o amarelo corresponde ao elemento luz. O amarelo é também a cor das roupas dos monges budistas.




Na China, é a cor do Imperador, que está no centro da terra assim como o sol está no centro do céu. O amarelo emerge do negro assim como o sol da noite e a pepita de ouro emerge da terra. Ele assegura a fertilidade.




Para os cristãos, o amarelo é a cor da eternidade. Esta cor está também presente na bandeira do Vaticano.

Há, entretanto uma ambivalência nesta cor dos grãos maduros de milho, trigo.... e que é também a cor que anuncia o outono, assim como o ouro provoca a riqueza e a inveja. Na mitologia grega, as maçãs de ouro do jardim das Hespérides simbolizam o amor e a concórdia, mas a Guerra de Tróia foi provocada por uma maçã de ouro, que se tornou o símbolo do orgulho e da inveja...




No Islã, a cor amarela também está ligada à traição e à decepção.
Na China, as fontes amarelas levam ao reino dos mortos. No Teatro de Pequim, a maquiagem amarela dos atores significa crueldade, dissimulação e cinismo.

Para os Cristãos, o amarelo também significava traição: Judas e os judeus foram representados com roupas amarelas. Por isto, em 1215, o Concílio de Latrão impôs aos judeus o uso de um símbolo amarelo em suas roupas, triste ancestral da estrela amarela usada na segunda guerra mundial. Em fins da idade média, a cor amarela esteve relacionada com desordem, a loucura, os bobos da corte e os loucos (que eram vestidos de amarelo). 


A cor é também associada a Lúcifer, ao enxofre e aos traidores. Paradoxalmente, corresponde aos maridos enganados, ainda que originalmente indicasse aquele que enganava.
Se o amarelo corresponde à riqueza, à glória, o amarelo pálido significa traição, hipocrisia, avareza, inveja: riso amarelo...

É uma das cores mais ambivalentes ainda que não possamos dissociá-la do OURO, o metal mais puro e mais precioso que conhecemos desde a antiguidade. Na Índia ele representa Buda, pois é o sinal da iluminação, da perfeição absoluta e da imortalidade.




Lembremo-nos ainda que, durante a idade média, os alquimistas procuravam transmutar os outros metais em ouro. Acreditou-se também que o ouro simbolizasse valores de cordialidade e fortaleza, assim, Diane de Poitiers mantinha sua juventude graças a uma sopa matinal que era feita com ouro potável. Assim também, há o uso de sais de ouro na terapêutica e de agulhas de ouro na medicina chinesa (acupuntura).



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

HISTÓRIA DO ESPARTILHO

A história do espartilho é antiga e longa. Este tipo de roupa apareceu pela primeira vez por volta de 1700 AC e, em seguida, praticamente desapareceu até o renascimento (século XV). A forma dos espartilhos foi sendo alterada continuamente através da história. Durante um certo tempo os espartilhos possuiram uma forma mais ampla, para posteriormente se tornarem mais estreitos como um cinto largo. Algumas vezes acentuavam  os seios e outras vezes os minimizavam ou até anulavam. Por vezes tinham como finalidade acentuar a cintura, por outras afinar ou aumentar os quadris...  
Os espartilhos mais esdrúxulos foram usados pelas ‘deusas serpente” e pelas antigas egípcias e gregas. Este espartilho antigo não possuía cintura e era estruturado com placas de metal que achatavam a saia e as ancas, acentuavam a fineza da cintura e colocavam os seios em evidencia. 

 O ESPARTILHO NOS SÉCULOS XVI E XVII

O primeiro grande período do espartilho surgiu com a propagação da moda espanhola em meados dos séculos XVI e XVII. A extrema fineza da cintura das mulheres desta época era obtida com espartilhos apertadíssimos. Extremamente rígidos, eles eram usados com um vestido denominado ‘crinoline’, e ajudavam a promover o aspecto de uma cintura longa e fina. Contrariamente à moda da Borgonha, a moda espanhola praticamente suprimiu os seios, através do uso de um espartilho rígido elaborado com pequenas pranchetas de madeira ou de metal. Este espartilho que era denominado ‘body’, podia também ser feito em duas partes, dependurado na parte da frente e amarrado nas costas .



Os espartilhos do início do século XVI eram gaiolas rígidas com barbatanas de ferro que mais pareciam armaduras perfuradas. Este tipo de armação foi sendo substituída durante o reinado de Catarina de Médicis  por barbatanas feitas com aço flexível.

As mulheres, apertadas em seus espartilhos, eram obrigadas a se movimentar de forma digna e majestosa. A silhueta ideal espanhola era delicada e as mulheres e os homens deveriam se vestir de forma a conseguir este efeito. A aparência das mulheres espanholas era caracterizada por uma elegância esbelta e de bom gosto enquanto a silhueta masculina era confinada por reforços metálicos feitos nos forros das roupas.Debaixo do vestido, as mulheres usavam um espartilho de tela de linho, construído para achatar os seios e manter as saias, o que criava uma cintura fina e proporcionava ao alto do corpo uma forma cônica côncava.


Na frança de 1574-89, houve um certo afeminamento dos homens. As barbatanas e os espartilhos passaram a reduzir a cintura e forros acolchoados eram usados para dar uma forma abaulada no ventre. O estilo dos espartilhos franceses femininos desta época era ainda mais rígido a fim de proporcionar uma cintura excessivamente longa e fina.


Após 1620, como a influencia espanhola progredia, a moda européia passou a seguir uma linha mais natural e livre. A rígida restrição das barbatanas e da ‘bombarde’ francesa foi sendo liberada. Após o início do século XVII, os decotes foram reintroduzidos sob influencia da moda francesa.
No fim do século surgiram espartilhos feitos em duas partes: amarrados tanto na frente quanto atrás.

O espartilho no tempo da Corte  

 Os costureiros desenvolveram técnicas diversas com armações para confeccionar roupas acolchoadas e com armaduras . O espartilho era, frequentemente, uma parte integralmente visível da moda. Era usado na corte e em cavalgadas, pelas mulheres grávidas, pelas meninas e pelos meninos. Havia uma diferença entre o espartilho inglês, longo, liso na frente e que era amarrado atrás e as curvas do espartilho francês, que possuía amarração frontal, com o desenho em V. Como a moda tornou-se mais livre, os vestidos descontraídos sem espartilho foram inventados para as recepções em salões.

No século XVII, os espartilhos eram de pequeno porte e se tornaram mais longos no século XVIII. Nesta época novos processos mecânicos foram adotados na industria têxtil. Os espartilhos e os vestidos com armações passaram a dominar a silhueta feminina durante quase todo século XVIII. Apesar de artificial, esta forma dada aos corpos era elegante e feminina. Em torno de 1720 o vestido rodado feito com armação circular se transformou em vestido plissado, que passou a ser conhecido como vestido à moda francesa. Na parte da frente o espartilho era fechado dos dois lados do ventre e coberto por um triangulo que tinha decorações luxuosas.


O espartilho deste período era particularmente rígido e comprimia o corpo das pessoas desde a infância. Ele era feito com  materiais duros que eram costurados para apertar. A barra inferior era recortada em forma de gomos que se adaptavam à forma dos quadris.



Em 1750-75, a moda de se apertar extremamente os espartilhos começou a se atenuar. Com a chegada na França da moda do esporte e da equitação, surgiu uma nova paixão pela simplicidade e roupas confortáveis foram sendo inventadas. O ‘espartilho aberto’, com amarração frontal era amarrado na frente e atrás e as pessoas corpulentas possuíam espartilhos com amarrações suplementares. Algumas vezes os espartilhos eram recobertos por tecidos de vestidos e formavam o corpo destes, com ilhós em volta do ombro para que as mangas pudessem ser retiradas.



Nos anos 1770, surgiu  a moda à inglesa, composta por vestidos ainda mais simples, que possuíam uma cintura menos apertada. A simplicidade das formas passou a ser tendência geral, facilitada por um estilo mais leve. A amplidão destes vestidos encontrava – se nas costas e o espartilho que se fechava atrás era enrugado para se tornar mais colante.



TRADUÇÃO LIVRE DE:

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CORTE 'CUIA' - LA COUPE AU BOL

La coupe au bol (corte 'cuia' em português) foi criado nos anos 60 e usado pela primeira vez por Mary Quant. 




Nos anos 60, ousar este corte era um sinal de irreverência e rebeldia contra os padrões estabelecidos, visto que os cabelos longos eram sinal incontestável de feminilidade. Porém foi nos anos 80 que este corte alcançou tanto a cabeça de mulheres quanto homens e crianças, sendo usado por diversas atrizes e estrelas, inclusive pela cantora Mireille Mathieu. Podemos dizer que este corte de cabelo é a marca desta francesa conhecida internacionalmente.


MIREILLE MATHIEU
Em 2008 a moda do corte 'cuia' foi relançada por Stefano Pilati e por vários cabeleireiros que se inspiraram e passaram a fazer diversas outras versões a partir deste corte que retornou com força ainda maior no inverno passado , relançado através dos desfiles de Yves Saint Laurent e, neste ano, nos desfiles de Julien Macdonald e de Philip Lim. 









ARNAUD do salão MASSATO (Paris 8ème) aconselha:


Faça este corte se: você tem o rosto fino e evite no caso de ter um rosto redondo, pois o corte reforça o aspecto arredondado do rosto.
Faça-o se você tem os cabelos de cor uniforme e brilhantes; se você não tem mechas ou balayages  pois a forma gráfica do corte deve ser valorizada por cabelos que possuem uma mesma tonalidade. 





Prefira usá-lo com uma cor extrema: loiro platinado ou preto ardente, para reforçar o efeito volumoso do corte, que deve ser capaz de captar a luz.





Se você tem cabelos lisos e finos, este corte proporcionará densidade e se seus cabelos são espessos, o corte de 'cuia' ficará ainda mais belo. Mas, se você tem cabelos ondulados, ainda que macios e sedosos, desista do corte pois você terá muito trabalho (escovas e pranchas) para mantê-lo.
Por fim, saiba que este corte demanda uma manutenção frequente: a cada quinze dias para um efeito perfeito!


http://www.elle.fr/Beaute/Cheveux/Coiffure/Le-revival-de-la-coupe-au-bol