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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

HISTÓRIA DO ESPARTILHO

A história do espartilho é antiga e longa. Este tipo de roupa apareceu pela primeira vez por volta de 1700 AC e, em seguida, praticamente desapareceu até o renascimento (século XV). A forma dos espartilhos foi sendo alterada continuamente através da história. Durante um certo tempo os espartilhos possuiram uma forma mais ampla, para posteriormente se tornarem mais estreitos como um cinto largo. Algumas vezes acentuavam  os seios e outras vezes os minimizavam ou até anulavam. Por vezes tinham como finalidade acentuar a cintura, por outras afinar ou aumentar os quadris...  
Os espartilhos mais esdrúxulos foram usados pelas ‘deusas serpente” e pelas antigas egípcias e gregas. Este espartilho antigo não possuía cintura e era estruturado com placas de metal que achatavam a saia e as ancas, acentuavam a fineza da cintura e colocavam os seios em evidencia. 

 O ESPARTILHO NOS SÉCULOS XVI E XVII

O primeiro grande período do espartilho surgiu com a propagação da moda espanhola em meados dos séculos XVI e XVII. A extrema fineza da cintura das mulheres desta época era obtida com espartilhos apertadíssimos. Extremamente rígidos, eles eram usados com um vestido denominado ‘crinoline’, e ajudavam a promover o aspecto de uma cintura longa e fina. Contrariamente à moda da Borgonha, a moda espanhola praticamente suprimiu os seios, através do uso de um espartilho rígido elaborado com pequenas pranchetas de madeira ou de metal. Este espartilho que era denominado ‘body’, podia também ser feito em duas partes, dependurado na parte da frente e amarrado nas costas .



Os espartilhos do início do século XVI eram gaiolas rígidas com barbatanas de ferro que mais pareciam armaduras perfuradas. Este tipo de armação foi sendo substituída durante o reinado de Catarina de Médicis  por barbatanas feitas com aço flexível.

As mulheres, apertadas em seus espartilhos, eram obrigadas a se movimentar de forma digna e majestosa. A silhueta ideal espanhola era delicada e as mulheres e os homens deveriam se vestir de forma a conseguir este efeito. A aparência das mulheres espanholas era caracterizada por uma elegância esbelta e de bom gosto enquanto a silhueta masculina era confinada por reforços metálicos feitos nos forros das roupas.Debaixo do vestido, as mulheres usavam um espartilho de tela de linho, construído para achatar os seios e manter as saias, o que criava uma cintura fina e proporcionava ao alto do corpo uma forma cônica côncava.


Na frança de 1574-89, houve um certo afeminamento dos homens. As barbatanas e os espartilhos passaram a reduzir a cintura e forros acolchoados eram usados para dar uma forma abaulada no ventre. O estilo dos espartilhos franceses femininos desta época era ainda mais rígido a fim de proporcionar uma cintura excessivamente longa e fina.


Após 1620, como a influencia espanhola progredia, a moda européia passou a seguir uma linha mais natural e livre. A rígida restrição das barbatanas e da ‘bombarde’ francesa foi sendo liberada. Após o início do século XVII, os decotes foram reintroduzidos sob influencia da moda francesa.
No fim do século surgiram espartilhos feitos em duas partes: amarrados tanto na frente quanto atrás.

O espartilho no tempo da Corte  

 Os costureiros desenvolveram técnicas diversas com armações para confeccionar roupas acolchoadas e com armaduras . O espartilho era, frequentemente, uma parte integralmente visível da moda. Era usado na corte e em cavalgadas, pelas mulheres grávidas, pelas meninas e pelos meninos. Havia uma diferença entre o espartilho inglês, longo, liso na frente e que era amarrado atrás e as curvas do espartilho francês, que possuía amarração frontal, com o desenho em V. Como a moda tornou-se mais livre, os vestidos descontraídos sem espartilho foram inventados para as recepções em salões.

No século XVII, os espartilhos eram de pequeno porte e se tornaram mais longos no século XVIII. Nesta época novos processos mecânicos foram adotados na industria têxtil. Os espartilhos e os vestidos com armações passaram a dominar a silhueta feminina durante quase todo século XVIII. Apesar de artificial, esta forma dada aos corpos era elegante e feminina. Em torno de 1720 o vestido rodado feito com armação circular se transformou em vestido plissado, que passou a ser conhecido como vestido à moda francesa. Na parte da frente o espartilho era fechado dos dois lados do ventre e coberto por um triangulo que tinha decorações luxuosas.


O espartilho deste período era particularmente rígido e comprimia o corpo das pessoas desde a infância. Ele era feito com  materiais duros que eram costurados para apertar. A barra inferior era recortada em forma de gomos que se adaptavam à forma dos quadris.



Em 1750-75, a moda de se apertar extremamente os espartilhos começou a se atenuar. Com a chegada na França da moda do esporte e da equitação, surgiu uma nova paixão pela simplicidade e roupas confortáveis foram sendo inventadas. O ‘espartilho aberto’, com amarração frontal era amarrado na frente e atrás e as pessoas corpulentas possuíam espartilhos com amarrações suplementares. Algumas vezes os espartilhos eram recobertos por tecidos de vestidos e formavam o corpo destes, com ilhós em volta do ombro para que as mangas pudessem ser retiradas.



Nos anos 1770, surgiu  a moda à inglesa, composta por vestidos ainda mais simples, que possuíam uma cintura menos apertada. A simplicidade das formas passou a ser tendência geral, facilitada por um estilo mais leve. A amplidão destes vestidos encontrava – se nas costas e o espartilho que se fechava atrás era enrugado para se tornar mais colante.



TRADUÇÃO LIVRE DE:

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