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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

MAQUIAGEM DOS LÁBIOS - MORFOLOGIA E TRAÇADO


MAQUIAGEM DOS LÁBIOS, EVOLUÇÃO DO USO DAS CORES E DA MORFOLOGIA DO TRAÇADO LABIAL AO LONGO DO SÉCULO PASSADO




1920 - PROIBIÇÃO E REBELIÃO



A sedução dos anos 20 é traduzida por uma boca matificada em forma de coração. As mulheres se emancipavam, saíam à noite, bebiam uísque e dançavam Charleston. Com os filmes mudos, era evidente a importância de se acentuar os lábios... Clara Bow, Theda Bara, Mae Murray foram as grandes estrelas inspiradoras. Maquiagem dos lábios: cores preta e vermelho granada.



1930- OS TEMPOS DA GRANDE DEPRESSÃO  



 Os anos 30 marcaram o retorno da sobriedade: os lábios passaram a ter contornos mais afinados para um estilo severo e estrito que traduziria este tempo de privações e economia. Greta Garbo e Marlene Dietrich  foram as grandes estrelas da época, ambas encarnaram mulheres andrógenas, maduras, de aço. Maquiagem dos lábios: vermelho com um toque de marrom, para uma boca sedosa e cintilante.


 1940- ANOS DE GUERRA


O arco dos lábios passou a ser desenhado de forma simétrica para a obtenção de um look que inspirasse coragem e segurança em tempos de restrição. Os homens fizeram a guerra e as mulheres assumiram a casa. Hayworth, Joan Crawford, Bette Davis e Katherine Hepburn foram as figuras míticas que encarnavam esta nova mulher. O batom da época demonstra poder e mascara o sofrimento. Cor da boca: Vermelho morango glossy.



 1950-  O PÓS GUERRA


O contorno dos lábios vai além da linha natural e deu o tom da nova era. Nota-se a imposição de um look mais feminino, mais sedutor que valorizasse a ambivalência das mulheres que lutavam pelo abandono dos antigos esquemas familiares e pela independência, ainda que se designassem também como bonecas (quem não se lembra do ícone da pin up)... Marylin Monroe e Audrey Hepburn foram os ídolos da época. Maquiagem dos lábios: fortes cores vermelhas e rosa choque.


1960 – O GOSTO PELO EXTREMO



A boquinha com biquinho foi a boca emblemática do look rebelde dos anos 60. Movimento hippie, revolução sexual, progresso científico, Woodstock e o movimento Flowerpower marcaram a época. Twiggy e Brigitte Bardot foram os símbolos da recusa de uma beleza que se limitasse dentro de parâmetros. Maquiagem dos lábios: batom discreto, quase invisível. Cores dominantes: nudes brilhantes, rosa baby doll, prateado e branco.



 1970- LOOK DISCOTECA



Boca brilhante com contorno bem marcado. O look disco colorido invadiu o mundo juntamente com os sapatos de plataforma alta, saltos annabella, os discípulos de Bhagwan, os incensos, as divas da música Soul como Gloria Gaynor ou Diana Ross, que se tornaram grandes referencias. As mulheres aproveitaram a emancipação, estudaram e quebraram as convenções. Maquiagem dos lábios: Visível, na cor vermelho- púrpura brilhante, granada.



 1980 – A DÉCADA PUNK



A boca escura e larga representou o look provocador dos punks. As mulheres, cansadas de serem consideradas como objetos sexuais, lançaram o primeiro movimento ‘anti-beleza’. Boy Georg, o travesti chic, Vivienne Westwood e Malcolm MacLaren reivindicaram o fato de pertencerem  a uma tribo. A beleza passou a escolher seu clã. A cantora Madonna foi o símbolo principal desta época. Maquiagem dos lábios: Batons escuros, inclusive a cor preta e a incursão de coloridos metálicos.


1990 – NASCE O INDIVÍDUO



Lábios maquiados de forma natural, contorno clean, às vezes mate, às vezes brilhante ilustraram o look individualista dos anos 90. A sociedade de lazer, os celulares, internet, o mundo da tatuagem, piercings, o hip hop, a música Techno e a moda fitness foram as manifestações desta nova era. A moda renovada incessantemente passou a autorizar tudo. Julia Roberts, Meg Ryan, Demi Moore e Britney Spears foram as divas da época. Maquiagem dos lábios: o marrom também chegou com força total, mas todas as cores passaram a ser solicitadas.



 2000- O NOVO MILÊNIO



 « Cocooning », ou o retorno aos valores seguros: a família, os amigos, são estes os valores reivindicados pelos indivíduos do século nascente. Cores naturais e sóbrias, pastéis, tons suaves que vão do beige ao pêssego e rosa. Estas ‘não cores’ são os símbolos de um retorno ao que é natural e que marcam o sentimento de insegurança  face ao futuro...



Traduzido e Adaptado por Kris Xiva de
BEAUTYPRESS
INSPIRAÇÕES:
Aucoin, Kevyn: Die Kunst des Make-up, München: Journal International Verlag, 1995
Pallingston, Jessica: Lipstick, 1. Aufl.
New York: St. Martin’s Press, 1999

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