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quinta-feira, 11 de abril de 2013

O BRASIL, LABORATÓRIO MUNDIAL DA BELEZA



Diversidade populacional, culto da beleza e a floresta amazônica repleta de ingredientes ideais: uma mina de ouro para a pesquisa cosmética.




DIVINA DOS 12 AOS 19 ANOS

Na Amazônia não há apenas acaí e maracujá mas também a ‘candeia’ (uma planta que possui propriedades tonificantes) usada no célebre produto de Clarins (Baume Beauté Éclair); o cupuaçu, uma outra fruta conhecida por suas virtudes hidratantes e reparadoras (hidratantes pós sol  Sol de Janeiro); o óleo de castanha, extraído de uma castanha da qual os brasileiros também extraem um leite que é usado para alimentar bebês (gama Ekos da Natura, marcar líder da venda porta a porta no Brasil).

A este meio ambiente e a este modo de vida está relacionado um autentico culto da beleza que corresponde perfeitamente à alma brasileira. Além disso, o setor de cosméticos constitui a segunda fonte de despesas dos lares brasileiros. “Não é um clichê. A carioca e a paulista sonham ser divinas de 12 a 90 anos. Elas sempre estão com as unhas dos pés e das mãos feitas, vão a salões de beleza pelo menos uma vez por semana e tomam banho duas a três vezes por dia. A ligação que têm com o corpo está ligada à higiene e à saúde. As pessoas se cuidam, fazem esportes, se alimentam bem... e isto é observado em todas as classes sociais, da mulher de negócios à empregada doméstica”, observa Nazish Munchenbach, diretora executiva da Granado, uma das mais antigas marcas de beleza do país.

Não é de se admirar que o primeiro mercado mundial de tratamentos capilares, de cremes para o corpo, da coloração, do desodorante e do perfume atraia cada vez mais novas grifes internacionais. Tudo para aumentar ainda mais a felicidade das brasileiras, que adoram muito tudo isso. No Rio, a marca Caudalie (originária de Bordeaux acabou de abrir uma boutique e alguns produtos já estão em ruptura de estoque. Na Sephora (uma loja no Rio e uma em São Paulo) as cestas estão cheias de cremes da Dior e da La Prairie, de perfumes Chanel, batons MAC e condicionadores Leonor Greyl... 


 GRAFISMO DA DÉCADA DE CINQUENTA E REFERÊNCIAS BOSSA-NOVA

Paralelamente, algumas marcas brasileiras também fazem sucesso aqui na França – os icônicos sabões Phebo são vendidos no Bon Marché, os produtos solares Sol de Janeiro e a linha botânica Amazonia Viva são vendidos na Sephora. A Natura, que possui uma boutique na  Saint-Germain-des-Près, faz muito sucesso. “As francesas são particularmente atraídas pelo universo vintage evocado por estas marcas, o estilo um pouco snob dos grafismos da década de cinquenta, as referências à bossa-nova e outras Fasano”, observa Helen Kupfer-Haas. O mais engraçado? Basta que um destes produtos tenha marcado na etiqueta ‘ produto vendido na França’ para que sua venda aumente ainda mais no Brasil. É o que chamamos de efeito boomerang.


TRADUÇÃO LIVRE por KRIS XIVA de matéria da revista MADAME LE FIGARO


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