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sábado, 18 de maio de 2013

MAQUIAGEM NA GRÉCIA ANTIGA




Ao longo da história ocidental, a história da beleza frequentemente está associada ao sexo feminino, porém na Grécia Antiga, vemos o corpo masculino tomar este lugar. Músculos aparentes e membros atléticos, o esporte como um culto, sinônimo de saúde e estética... 



Ainda assim, as mulheres não escaparam deste culto de cuidados com o corpo (lembremo-nos que a mulher espartana também praticava atividades físicas, vestia a mesma túnica curta que os homens) e que, nas representações, ela exibia abdomens perfeitamente desenhados, braços longos e firmes, ainda que arredondados. 

Como a divindade representava um papel importante no seio da sociedade e era fonte de elevação deste ideal feminino, isto explica o fato das estátuas da época não terem sido inspiradas em ‘pessoas reais’. Apenas a partir do século V que a estatuária passou a representar pessoas de verdade.

Na Grécia antiga e até o século XVIII, o ideal humano foi projetado através dos deuses, cuja aparência mostra a forma da perfeição humana. A ideia de uma beleza exterior que refletisse a beleza interior foi uma característica maior do espírito grego antigo (Kalos Kagathos ou a arte de ser bom e belo ao mesmo tempo). Encontramos também em nossa cultura atual expressões que derivam desta noção, por exemplo, quando falamos de ‘belas ações’ para mencionarmos ‘boas ações’...



 A procura de uma beleza física apareceu também na arte e estatuária gregas desde o período arcaico. Através da arte, as figuras denominadas ‘kouros’ foram multiplicadas. Os jovens “Apolos’ que adquiriram grande importância no ideal de uma beleza corporal aliada a uma moralidade indiscutível. Assim, os gregos acreditavam que se houvesse  algo de divino na beleza humana, trataria-se de algo efêmero, enquanto a estatuária seria capaz de fixar eternamente esta beleza desejável.

A idade também foi um fator estético que participou da instauração de alguns critérios de beleza, com a aparição dos efebos, ou seja, jovens de Atenas que faziam o serviço militar e foram representados nús com formas e proporções matematicamente perfeitas.

Do século XII ao século VIII antes de nossa era

A cosmética era considerada uma ciência afiliada à medicina e tinha como finalidade preservar o físico. Por isto a maquiagem deveria sempre ser discreta e não destruir “as harmonias criadas pela natureza”. A tez deveria ser branca (muitas vezes maquiada com gesso e cal, as bochechas rosadas, os olhos maquiados com cinzas ou açafrão e os cílios escurecidos). Nesta época, a sobrancelha grega era retocada com maquiagem preta.






Séculos V e IV 

Apenas as cortesãs podiam se maquiar. Platão considerava a arte de se maquiar como algo tão indigno que não devia ser praticado por cidadãos livres.

Século III antes de nossa era

As mulheres passaram a colorir as faces com blush, a escurecer as pálpebras  com incenso e a aumentar os olhos com khôl. Esta época foi fundamentada e marcada por preocupações de toda ordem com a higiene corporal. As pessoas se lavavam com frequência, seus corpos eram higienizados com pós perfumados e a língua limpada com uma gilete feita com marfim)...  A concepção do ato de se demaquiar era algo completamente diferente da que temos hoje em dia. As mulheres retiravam a maquiagem apenas pela manhã, nos banhos públicos, antes de se maquiarem novamente!



A GRÉCIA CLÁSSICA

A Grécia clássica distingue claramente a cosmética (higiene) da arte da maquiagem. Na Grécia Clássica, a sociedade era feita por e para os homens. As mulheres, seres destituídos de direitos cívicos, eram uteis apenas para a reprodução. Não tinham o direito de se dedicarem a si próprias pois deviam se consagrar exclusivamente a seus filhos e marido.



A mulher da época tinha porém o dever de manter sua pele branca (o que demonstrava que ficava em seu domicílio e não saia ao sol) e não deveria usar maquiagem, exceto para receber seu marido ou amigos. As gregas usavam também mel para tratar seus lábios e fabricavam cremes com produtos de origem animal adicionados a excrementos de touros e cabras.

Por fim, não devemos nos esquecer que os cosméticos e a maquiagem chegaram à Grécia e ao Império Romano graças às caravanas que comercializavam seda e especiarias na Europa e que etimologicamente, o termo ‘cosmético’ deriva do grego Kosmêtikos, derivado por sua vez  da palavra Kosmos, harmonia ou ordem. 


Pesquisa e Tradução Livre de diversos artigos franceses  - por Kris Xiva - 


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