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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

AS SUPERSTIÇÕES NO TEATRO


O mundo do teatro está repleto de superstições. Se você , por alguma razão , for levado a trabalhar neste universo, é melhor conhecer algumas delas! Eis uma lista não exaustiva que garimpei no site francês “theatreenaction”. Não sei se no Brasil as superstições são exatamente as mesmas. Bem, como o teatro grego, o italiano e o francês são referências para o mundo teatral ocidental, imagino que alguns mitos se repitam por aqui também. Aceitamos informações de atores e pessoas que trabalhem com o teatro no Brasil, para o post ficar mais completo....



PALAVRAS PROIBIDAS

BOA SORTE
Acredita-se que traz azar o fato de alguém desejar ‘boa sorte’ para um ator ou um membro da produção. Então, para  se evitar um desastre, consagrou-se utilizar a expressão francesa: “Merde”! Esta expressão dataria da época em que os espectadores usavam carroças para se transportarem e estas ficavam estacionadas na frente da entrada do teatro. Enquanto esperavam, os cavalos defecavam e a quantidade de fezes que ali deixavam era diretamente proporcional ao número de espectadores, por isso, desejar ‘beaucoup de merdes’ para os artistas é algo bem vindo.

CORDA
Da mesma forma, a palavra ‘corda’ não deve ser falada dentro de um teatro, nem mesmo nos camarins ou bastidores. A pessoa que por acaso pronunciar esta palavra, deve pagar uma multa que consiste em uma rodada de vinho branco. A origem desta superstição viria dos primeiros maquinistas que eram marinheiros. Em um barco, diversas cordas são usadas para se fazer manobras e cada uma destas tem uma denominação diferente (filin, ganse, etc). A palavra ‘corda’ designa aquela que é usada para tocar o sino com o qual os mortos são saudados.



ASSOBIAR
Não se deve de forma alguma assobiar em cena ou nos bastidores. Acredita-se que isto provoque os assobios do público. Esta superstição vem da época em que os diretores da peça usavam assobios codificados para se comunicarem  sobre as mudanças de cenários. Caso outras pessoas assobiassem, poderiam confundir e atrapalhar o bom desenvolvimento da técnica do espetáculo.

AS FLORES
Oferecer cravos não é de bom tom. Isto se deve a um costume do século XIX, quando os artistas tinham contratos anuais. Quando o diretor mandava entregar rosas a uma atriz, isto queria dizer que ele renovaria seu contrato, porém se ela recebia cravos, flores que custavam menos, isto significava que estava sendo demitida.



A COR VERDE
Esta cor era considerada maléfica no mundo do espetáculo (exceto para os palhaços). Esta superstição deve ter sua origem nos dispositivos de iluminação do século XIX, que não eram capazes de valorizar os tons verdes. Se alguns artistas morreram porque usaram roupa verde, isto pode ser atribuído aos efeitos tóxicos do óxido de cobre ou de cianureto que estavam presentes na tinta verde que era usada para fabricar roupas.



OS FANTASMAS
A tradição reza que o teatro deve ser fechado pelo menos uma noite por semana a fim de permitir aos fantasmas representarem suas próprias peças. Geralmente isto é feito às segundas feiras, o que também permite aos atores descasarem do trabalho do fim de semana.

Da mesma forma, deve-se sempre deixar uma luz acesa no teatro. Muitos acreditam que esta luz teria o poder de afastar os fantasmas, enquanto outros acreditam que ela lhes permitiria ver melhor. Talvez esta fraca luz seja útil para impedir que os atores tropecem ou se machuquem por causa da escuridão. 



TRADUZIDO E ADAPTADO POR KRIS XIVA
REVISÃO: CLÁUDIA INES ROCHA VIEIRA

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