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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

OS PRIMEIROS SALÕES DE BELEZA



O conceito moderno de salão de beleza foi desenvolvido por uma  canadense,  Martha Matilda Harper (1857-1950),que também inventou o atual conceito de franchising nos negócios. Em 1882, ela se mudou para Nova York, onde começou a fabricar um tônico natural para os cabelos. Com os primeiros 360 dólares que economizou, deu início a uma carreira inteligente de empresária, baseada em um marketing ativo e um grande senso de inovação. Assim, abriu seu primeiro salão de beleza público, usando o slogan “A saúde é a beleza”. 

 

Com este slogan ela deixou claro que não enfatizava a ideia de vaidade mas sim insistia na importância da boa saúde, pois esta refletiria uma imagem harmônica. Ela também estudou,com professores particulares, a arte da fala elegante e boas maneiras. Usava o cabelo longo e brilhante para atrair clientes. Dentre suas contribuições está também a invenção do lavatório de cabelos. Em uma época em que as mulheres cuidavam dos cabelos em casa ,com a ajuda de empregados ou cabeleireiros que atendiam a domicilio, Martha abriu seu salão especialmente para as mulheres de Rochester, o ‘Harper’s Salon’, que obteve imediatamente grande sucesso.




Quando outras mulheres desejaram se lançar no mesmo tipo de negócio, ela lhes propôs um contrato de franchising e escolas de beleza que ensinavam o método ‘Harper’s’. Os contratos incluíam a cláusula, segundo a qual ,todos os salões deveriam comprar os produtos exclusivamente em seu salão.
Martha também estabeleceu os métodos de contratação e formação de pessoal. No final do século seguinte, já contava com cerca de 200 salões abertos nos EUA e, em 1920, mais de 500, incluindo as franquias da Alemanha e Escócia.

Traduzido e adaptado por Kris Xiva

Revisão: Cláudia Inês

domingo, 23 de fevereiro de 2014

VESTIDOS DE PRINCESA PARA DEBUTANTES



Que vestido usar em sua festa de 15 anos? Vai alugar, comprar pronto ou mandar confeccionar? Não tome esta decisão sem antes consultar este post. Para fazê-lo pesquisei a fundo sites internacionais sobre o assunto e garimpei idéias belíssimas.

Se você não pode viajar até Paris, Milano ou New York para comprar estas maravilhas, pode sim contratar uma estilista de primeira que fará para você sob medida o modelito que mais fizer seu coração bater....


Agora, se o assunto for maquiagem, eu mesma vou produzir você para o grande dia... com maquiagem profissional francesa importada, com a qual você poderá chorar, rir, cair na piscina, dançar a noite toda e estar maquiada até o fim da festa. Make maravilhosa comprada em Paris: batons à prova d´água e que não ressecam os lábios, base à prova de suór e lágrimas.... brilhos de pérola e pós de diamante... Confira no meu site as produções variadas de makes feitas por mim e fotografadas no LE GRAIN: www.legrain.com.br

E inspire-se para a escolha de seu vestido!

Rosa claro rebordado de dourado e com saia ampla de tules e flores, para uma princesa moderna que porém não abre mão do tradicional! ESTILO RAINHA FRANCESA.

Princesas modernas que detestam ser chamadas de 'princesas' optam por cores sóbrias e neutras. Reservado para as rebeldes, sensíveis e artistas. INCONVENCIONAL!

Este vestido chegou para arrasar, nada convencional em terras brasileiras, estas cores porém são uma alternativa ao conformismo e as encontrei em vários vestidos de debutantes americanas. MARCANTE!
O rosinha tradicional foi aqui substituído por um rosa mais vibrante combinado com uma estampa 'animal print' : VESTIDO asseguradamente DIFERENCIADO!

Mais um rosa e preto pomposo, com bordados de flores e flores de lis... Reservado para as princesas românticas que sonham com os tempos dos contos de fadas! EMBLEMÁTICO E NOBRE!
Para as amantes da cultura celta. Estampa escocesa e corpete trabalhado como uma tela de bordados. NOBRE,FOLK SOFISTICADO.
Romântico e principesco,  inspirado nos contos de fada. FANTÁSTICO. 
Vestido confeccionado em brocado que reúne o vermelho profundo à cor preta e branca....  Charme incrível de camadas rebordadas e profusão de saias de tule e rendas. INTENSAMENTE VIBRANTE!

PEQUENA CRÔNICA DA BELEZA DOS SÉCULOS XVII E XVIII


Quando pensamos nos modos de vestir e de se maquiar dos séculos XVII e XVIII, lembramos imediatamente de artifício e exagero! Não é para menos, visto que na corte, quem ditava a moda eram personagens grotescos, amarrados em seus espartilhos, maquiados em excesso... Pelo menos foi esta imagem que marcou a história e não podemos negar que os fatos realmente se desenrolaram desta forma.



BARROCO
 Desde o fim do século XVI, o barroco se evidenciara e uma novela estética foi ganhando as artes e a filosofia. Descartes passou a enxergar o mundo como uma mecânica, com engrenagens, cordas, polias... Era uma época na qual as pessoas ainda viajavam com as janelas fechadas, não apreciavam a paisagem, detestavam a natureza, a desordem e os camponeses. A natureza era tida como algo insuportável, medonho, apenas jardins com perspectivas infinitas geometricamente elaborados eram tolerados. Da mesma forma, o corpo humano era estruturado, fechado. Os bustos deviam ser extremamente apertados, o pescoço também. As pessoas se escondiam e se protegiam em uma época cheia de artifícios.



NASCIMENTO DA PALAVRA MAQUIAGEM
Enquanto a corte tendia a uma crescente moralização, o uso de artifícios passou a simbolizar um valor emancipador: a corrente preciosa tão criticada por Molière exaltava a inteligência do espirito e o refinamento do corpo. A palavra ‘maquiagem’ nasceu nesta época, mas em um sentido pejorativo: maquiar significava esconder o jogo, enganar.

Desde a antiguidade grega, as pessoas usavam óxido de chumbo (produto extremamente tóxico) no rosto, no pescoço, nos braços e na garganta. No inicio do século XVIII, as preciosas passaram a fabricar seus próprios produtos com gordura de cordeiro e produtos orientais. “Banhos de água de bezerro, pomadas de água destilada de flor de lírio, de flores de fava, sucos de limão destilados em banho-maria e óleo de talco....” as pessoas da época inocentemente acreditavam que produtos brancos tornariam a pele mais branca...

A TEZ BRANCA
A pele branquíssima era importante, pois evocava o efeito de estátua e, por extensão, lembrava a imagem da Virgem Maria, tão cultuada na Idade Média. Ter a pele branca significava possuir um rosto puro, sem manchas ou cicatrizes. Por esta razão, as “Preciosas” branqueavam a pele e não se bronzeavam: durante os passeios ao ar livre, elas usavam máscaras que seguravam pelos dentes, o que também evitava as conversas.



AMOR PELA COR VERMELHA
Durante o reinado de Luís XIV, a cor vermelha passou a significar o amor, a emancipação, mas também o adultério, a falta de pudor. Em uma época de desenvolvimento do ateísmo, de abandono do culto à Virgem Maria, as pessoas começaram a valorizar a ostentação e o culto da beleza.

O REI FRANCÊS
A influência real era imensa: o rei regia a ópera, a dança , o teatro, ele era inclusive o primeiro ministro da cultura. Luís XIV fez de seu reinado um reinado da estética. Ele dançava maquiado de vermelho e de rosa e os homens o imitavam, colocava pintinhas artificiais de tecido feitas de tafetá cortado em forma de cometas, estrelas, lua. Todos os olhares e atenções convergiam para a figura do rei sol e, sob as luzes das velas, os espelhos refletiam infinitamente esta corte que vivia permanentemente de forma teatral.

Representação do REI SOL vestido com trajes da época


A IGREJA CONDENOU A MAQUIAGEM
Todo tipo de artificio era condenado pela igreja, sobretudo pela Companhia do Santo Sacramento que pregava o pudor e a sujeira. As mulheres devotas e as que sofriam por amor não se maquiavam. Deviam mostrar-se sujas, negligenciadas, despenteadas. Quando passavam usar novamente batom e blush, era um sinal de que o desejo estava de volta às suas vidas. Na obra “Escola de Mulheres” encontramos uma jovem que nunca podia se maquiar para seu marido, pois era pura e virgem. Quando o rei se casou com Mme de Maintenon, havia menos artifícios e menos festas, mas com o regente, os prazeres e as festas voltaram a fazer parte da vida da corte.

A TOILETTE DA MULHER NOBRE
A vida da corte era cansativa: a mulher nobre tinha o dever de estar sempre bela: devia fazer diversas toilettes. Uma ao acordar, uma segunda após o almoço, depois deveria cear às 2 horas, encontrar seu amante, e deixá-lo às 7 da manhã. E deveria também se maquiar para esconder as noites mal dormidas!!

FALTA DE HIGIENE
“Para esconder a falta de higiene, diversos tipos de perfumes eram usados: perfumes florais, de musgos e podemos imaginar que, embaixo de tanta maquiagem a higiene deveria ser catastrófica”...  Até o século XV, as pessoas se lavavam com panos molhados, raramente tomavam banho nos rios ou lagos e, quando o faziam, permaneciam vestidas. Os dentes eram escovados com pós abrasivos de corais, ostras ou com vinho branco.

IDEAL DE BELEZA
O ideal de beleza seguia o modelo italiano promovido por Catherine de Médicis: a mulher com formas, seios volumosos expostos em profundos decotes, coxas largas... A sociedade evoluiu, as pessoas passaram a se alimentar melhor e as mulheres mais gordas, fecundas e exuberantemente opulentas começaram a ser admiradas ainda que as cinturas e os joelhos finos fossem os preferidos. La Montespan, deformada pela gravidez, bebia vinagre para não engordar. Os cabelos loiros também continuavam na moda. O corpo e a natureza eram construídos, arranjados e maquiados: as mulheres, com seus espartilhos apertados sofriam desmaios e problemas de circulação eram frequentes, devidos à contenção do corpo. Como em um gigantesco teatro, esta comédia da aparência passou a ser acentuada no século XVIII.




IDEAL BARROCO
O barroco foi o período mais radical para a beleza: os músculos que evocavam o esforço deviam ser escondidos. Por esta razão, as pessoas passaram a conter seus corpos. Inclusive até os penteados eram feitos com maquetes de madeira. Em suma, as pessoas se apertavam tanto que dificilmente conseguiam mexer. Até  sapatos com saltos especiais foram concebidos, os homens usavam ancas falsas, e falsas panturrilhas eram colocadas dentro das meias, almofadas gigantes eram costuradas nos ombros das camisas assim como sachets perfumados nas axilas... O personagem Casanova de Fellini nos dá uma ideia da época, na cena em que tira a roupa e mostra o empacotamento de seu corpo....
Em uma época em que as orgias e intrigas da corte imperavam, as pessoas abusavam excessivamente do trompe l´oeil. Tanto o corpo quanto o rosto, a linguagem e os sentimentos eram maquiados. Todos usavam perucas brancas que eram enfarinhadas com pós de osso. A cor que marcou o apogeu desta ilusão foi o vermelho, verdadeiro objeto de obsessão.

Versalhes


A COR VERMELHA
Acreditava-se na época que a cor vermelha mascarava a velhice e refletia a sensualidade. Ela era usada inclusive na face dos mortos. As mulheres também a usavam até para dormir. As propagandas exaltavam o vermelho vegetal da Demoiselle Latour “que unia ao perfume da rosa, seu colorido mais brilhante, em todas as suas nuances” (1788); « o vermelho maravilhoso de Jacquelin, rua do Bac, cosmético composto por dois líquidos: um primeiro que branqueava, o segundo que fomentava o encarnado mais lindo que existia” (1742); o célebre “Vermelho da Rainha, que poderia ser encontrado na boutique do Ser Dubuisson, rue des Ciseaux" (1770).

 No fim do século XVIII, a corte comprava cerca de mil potes de maquiagem vermelha! Lady Montagu descreveu Versalhes como uma assembleia de ‘carneirinhos despedaçados’... As pessoas também ressaltavam com a cor azul as veias da testa, das têmporas e da garganta a fim de mostrar o sangue azul aristocrático...



ENCICLOPEDISTAS E A EXALTAÇÃO DA NATUREZA

Pouco a pouco, o ano  de 1750 marcou uma mudança. Os Enciclopedistas começavam a denunciar o excesso de artifícios. A filosofia, a arte, o romance e a pintura passaram a ocupar as mentes. A psicologia nasceu. Em 1752 Rousseau abandonou a espada e a peruca, passando a promover o corpo natural e os verdadeiros sentimentos, exaltando os seios generosos das amas de leite e das mulheres simples do campo e assim outros critérios de beleza começaram a surgir.

As burguesas passaram a imitar as aristocratas ao usar batons, ainda que de forma moderada. O vermelho era um artifício que até então marcara a aristocracia e o poder que decorria desta. Através, porém, de Marie-Antoinette mudanças diversas foram sendo esboçadas. A rainha loira possuía e ostentava uma beleza pouco afetada, bem próxima dos ideais de Rousseau e apregoava a alegria simples. A revolução francesa entrou na orquestra decapitando as perucas esfarinhadas dos nobres e baniu seus cosméticos vermelhos. Com a queda dos nobres, todo universo das aparências foi destruído para dar espaço ao novo ideal de beleza.

Tradução e adaptação: Kris Xiva da obra ''Le fard cache les nuits de folies'' de Dominique Paquet – L'Express 

Revisão: Cláudia Inês Rocha Vieira

sábado, 22 de fevereiro de 2014



No século XVIII, o penteado era a peça fundamental da aparência feminina. Assim como os vestidos, o cabelo mudava constantemente.

Até 1774, impera o uso do ‘pouf aux sentiments” nos penteados, ou seja, as mulheres inseriam neles todo tipo de objeto que amavam, inclusive fios de cabelos e pelos de seus parentes e dos seres que apreciavam (pais, amantes, filhos, cães)!! Após a morte de Louis XV e do luto que se instaurou na corte, esta moda extravagante foi perdendo vigor.

Coiffure Belle Poule
Os 'Poufs' eram nada mais que pequenas almofadas feitas com cabelos artificiais enrolados em gazes que eram introduzidos nos penteados. Sobre estes eram colocados acessórios diversos: bibelôs, pássaros, flores, bonecas, legumes que exprimiam o gosto da pessoa que os usava

Em 1775, os chapéus com plumas passaram a fazer concorrência com as flores e as construções dos penteados foram se tornando tão altas que as mulheres tiveram grandes problemas para encontrar carruagens suficientemente altas para sair de casa. Algumas tinham que se ajoelhar para poderem ser transportadas, nos relatou Mme Campan em suas memórias.



Em 1778, o penteado ‘à la Belle Poule” (elaborado com cordas e uma miniatura de navio) se tornou moda. Este penteado recebeu o nome de um navio construído pelo rei Louis XVI.
Em 1780, Grimm anunciou uma ‘revolução no sistema dos penteados”: ‘os imensos grampos necessários para fixar e manter os altíssimos penteados tão em voga seriam muito perigosos. Tal ‘ferragem’ poderia atrair os relâmpagos em dias de tempestade”!

Em 1781, a tão predita revolução aconteceu : Marie Antoinette, grávida, perdeu muito cabelo e passou a adotar um penteado mais simples e de baixa estatura. Porém em 1782, a maluquice estava de volta com a baronesa de Oberkirch, que experimentou um novo penteado: ‘algo inovador, mas desconfortável: pequenas garrafas planas e curvadas na forma da cabeça, que continham água para manter os ramos de flores naturais e mantê-las frescas no penteado!”

Em 1783, o conde de Vaublanc desembarcou nas Antilhas e se surpreendeu com o penteado dos nativos: “cabelos bem encaracolados, extremamente hidratados e mantidos com pinos de ferro. Apoiados sobre estes, grandes grampos sustentam almofadas de tafetá negro”. Estas almofadas também eram sustentadas por dezenas de outros broches, flores, falsas tranças e caracóis de cabelos. E por trás disso tudo, mais cabelos se ligavam formando um imenso coque. Entre a almofada e os cabelos, algumas mulheres ainda ornavam enfeites feitos de crepe ou tafetá”...

Em 1784, surgiu a efêmera moda do catogan masculino. Tratava-se de um rabo de cavalo mantido por uma fita. Este também poderia ser enfeitado com um pequeno chapéu ou uma pluma ou ser representado de forma mais feminina, com tranças laterais denominadas ‘cadenettes’.




Não esqueçamos que durante a segunda metade de seu reinado, a rainha Marie-Antoinette se adaptou e abandonou a cor rosa, as flores e as roupas complicadas. Mas não acreditemos em Meme de Campan que assegurava que ‘seu penteado simplificou-se ao uso de um chapéu e, dentre estes, os mais simples eram os preferidos”... Sim, talvez os mais simples, mas certamente os mais caros...”

Tradução e adaptação: Kris Xiva
Revisão: Cláudia Inês Rocha Vieira
Artigo redigido por Tina Malet do blog ’Femme des lumières’

Les Français au temps de Louis XVI, François Bluche, Hachette Littérature, 1980


MINERALIZE MAC Skinfinish


Talvez você ainda não conheça os pós da linha Mineralize, da Mac Cosmetics.
Como eu não compro a Mac no Brasil e geralmente só uso make francesa, ainda não conhecia. Mas foi impossível me deter diante de tantas lojas da Mac em minha viagem à Europa do ano passado e acabei comprando alguns produtos para experimentar. Confesso que não gostei muito das sombras, se comparadas com as francesas que utilizo. Achei as da Mac com pouca pigmentação, mais para o uso de consumidores finais (grande público).


Porém a  linha de Mineralize é simplesmente de cair o queixo. Composta por pós finíssimos aveludados  extremamente luxuosos para um acabamento metálico e  brilhante, tenho que dizer que esta linha é must have. Depois que você compra uma tonalidade, deseja todas as outras. Com certeza ainda vou completar minha coleção...

As cores não são muito saturadas, e penso que a linha também ou sobretudo foi pensada para ser usada por não profissionais também. Mas as tonalidades são belíssimas, sendo que algumas têm um fundo furtacor.
Simplesmente adorei e recomendo para o acabamento de maquiagens nas quais você deseje brilho, vigor e imprimir uma certa jovialidade e frescor.


Confira a luminosidade acrescentada com o Mineralize Skinfinish na pele da minha formanda Camila Medina, simplesmente arrasou!


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PENTEADOS DA RENASCENÇA




Podemos observar através das pinturas da época, que as mulheres elegantes da Renascença usavam diversos tipos de penteados: cabelos simplesmente lisos ou ornados com tiaras, cachos, coques, ou tranças...



A mulher italiana do século XV se inspirava na mulher francesa para se pentear. Verdadeiros castelos eram feitos com seus cabelos e estes eram ornamentados com fitas, tiaras, cordões e extensões que enfeitavam o alto da cabeça. Posteriormente os penteados foram se tornando mais sóbrios e os cabelos divididos ao meio e usados de forma mais livre, geralmente ornados apenas  com uma tiara, feita, muitas vezes, com pedras preciosas.



A mulher loira de cabelos longos era o ideal de beleza da época. Ainda que as italianas fossem morenas, elas se esforçavam para corresponder a este critério de beleza,  e costumavam tingir os cabelos para clareá-los. Assim, as venezianas passavam misturas com açafrão e limão nos cabelos e se expunham ao sol, porém, cobrindo a pele com véus,a fim de não bronzeá-la.



No "Recueil de plusieurs secrets tres utiles’de 1561, há uma receita muito utilizada pelas mulheres da época para clarear as madeixas:
Pegue um balde água corrente destilada de um rio , acrescente uma libra de tártaro e vinho branco. Leve ao fogo e deixe ferver. Em seguida, misture goma em pó, três colheres de feno grego, duas colheres de cominho e cal feita com a casca do ovo de galinha preta e uma pitada de sabão. Leve esta mistura ao fogo até reduzir um terço. Deixe repousar. Utilize o produto para lavar os cabelos e estes se tornarão loiros como fios de ouro...


Outra receita da época para ter cabelos longos, brilhantes e loiros como fios de ouro :
Utilize raízes de ‘alcanne’ moídas e faça um refogado utilizando vinho branco. Na fervura, acrescente bacon. Adicione uma medida de azeite de oliva e ferva. Após lavar e enxugar os cabelos use esta mistura sem enxaguar.


Catherine Sforza também tinha uma receita para ‘tingir cabelos e deixá-los loiros e brilhantes como ouro’:

Ferva folhas de hera e cinzas provenientes desta mesma planta. Filtre esta água e lave seus cabelos com esta mistura. Para que esta receita torne-se ainda mais eficaz, acrescente três raízes de ruibarbo e deixe-as em infusão durante um dia. Molhe um pano com esta loção e prenda os cabelos em um turbante até que estejam secos.

Alguns modelos de penteados da época:












OBSERVAÇÕES
A cor conhecida como ‘loiro veneziano’ não é a cor loira que conhecemos atualmente. Tratava-se de um castanho claro, ou melhor, de um loiro escuro, muitas vezes acobreado.
No século XVI, em Veneza, as mulheres honestas usavam véus brancos sobre a cabeça e estes iam até o comprimento das saias, onde eram presos por fitas amarradas a fim de serem sustentados. Estes véus eram majestosos e concediam um ar de elegância à aquelas que os usavam.
As venezianas ainda usavam tranças enroladas em forma de chifres no alto da cabeça.

As cortesãs se cuidavam mais do que as outras mulheres. Lavavam os dentes antes da primeira refeição e após se alimentarem. Tomavam diversos banhos por dia com água e usavam perfumes de maneira discreta. Além disto, elas lixavam as unhas das mãos e dos pés. Também usavam maquiagem e penteavam a cabeleira loira.

Tradução e adaptação: Kris Xiva
Revisão: Cláudia Inês Rocha Vieira
Fontes:  blog de Cameline.org
Obra de Alain Ducher

La Coiffure dans l´Histoire