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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

RECEITAS DE BELEZA - SÉCULO XVIII



Ser bela no século XVIII

Eis algumas receitas de beleza, do século XVIII, garimpadas para você pela minha amiga francesa Tina Malet, professora de letras, especialista do século XVIII, autora de romances e novelas de ficção cientifica.



AZUL
No século XVIII, era moda realçar as veias das têmporas fazendo um tracinho azul sobre elas.

Para acalmar as pálpebras cansadas, inchadas e para suavizar as olheiras, as mulheres usavam ‘eau de bleuet’, um poderoso descongestionante francês.



As mulheres tinham diversas receitas originais de pomadas, loções para clarear a pele, esconder as rugas e o congestionamento da pele, afinar o tornozelo, atenuar as sardas.
A loção à base de tomate era usada contra as espinhas dos adolescentes, máscaras de beleza eram confeccionadas com grãos de pepino e água de rosas de Grasse, assim como também existia um esmalte vermelho púrpura que tinha o mérito de ser extremamente durável.



Os grandes sucessos do século: a loção Bonne Mine, feita com leite de alface, a pomada Mains Blanches e a Água de Gencive.

Para o banho, as pessoas usavam sachets de Bain-des-Champs, feitos com ervas perfumadas ou Bain-des-Forêts, feitos com os brotos dos pinheiros.

Durante o verão as pessoas evitavam se maquiar com produtos que tivessem óleo de talco e molhavam as têmporas com água de rosa.



Sobrancelhas claras eram escurecidas com tintas perfumadas.
Produtos imprescindíveis eram o bálsamo branco, as águas de perfume, os leites, lenços perfumados, fitas com cera virgem que alisavam e purificavam a pele e a folha de ouro fundido que conferia ao rosto um brilho incomparável. O catalogo Mercure de France faz propaganda de um produto, a Eau de Beauté, inventada pelo perfumista do rei da Inglaterra.

Baú de perfumes do Século XVIII

Para fingir algumas lágrimas, era necessário apenas derramar algumas gotas de goma arábica sobre o rosto e levemente enxuga-las! (Mémoires, Alexandre de Tilly)


A fim de fixar o pó de arroz, as mulheres passavam sobre a pele uma leve camada de leite de amêndoas.


As velhas marquesas do campo não conheciam ainda o uso do banho e se lavavam o rosto, o pescoço, os braços e as mãos com clara de ovo e leite de cabra!


Traduzido e adaptado por Kris Xiva do blog de Tina Malet 
http://femmedeslumieres.canalblog.com/

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